Quando abriu os olhos, ele ainda estava girando e seus braços tremendo. Ela estava ofegante e olhou para ele.
— Eu te amo — ela disse e, em seguida, fechou os olhos como se esperasse um golpe.
— Eu também te amo, Pamela — ele disse e a beijou. — Mais do que você jamais saberá.
— Eu te devo uma explicação — disse ela.
Ele beijou seu nariz.
— Você pode me dizer quando estiver pronta.
— Eu quero te dizer agora, enquanto seu pau está enterrado dentro de mim.
— Diga-me.
* * * * *
De alguma forma, com seu pênis incorporado profundamente dentro dela e seu corpo pairando sobre o dela, Pamela se sentiu segura para contar a ele.
— Roger era um dom. Ele me treinou, me ensinou a ser uma Mistress. — Ela mordeu o lábio. — Meu irmão — Como ela podia fazer isso? O que Christian diria?
Christian apertou seus braços.
— Vá em frente.
— Frankie me seguiu para o estilo de vida, mas ele era um submisso. — Memórias de seu irmão passaram através de sua mente. Sua alegria de encontrar uma comunidade que ele compreendia. A forma como seus olhos se iluminaram quando ele falou sobre suas sessões. Frankie tinha amado o dar e tirar da relação D/s. — Ele e Roger tornaram-se amantes. — Ela limpou a garganta. Roger amava asfixia auto-erótica.
Frankie tinha gostado? Pamela nunca tinha pensado que ele fazia. Mas talvez ela estivesse errada. Muitas coisas tinham ficado sem resposta naquela noite. Uma coisa que sabia, os outros Doms tinham estado preocupados que Frankie não dissesse “não”, que permitisse que Roger fosse longe demais. Ela respirou fundo e terminou a história.
— Roger era um especialista, mas acho que ele e Frankie estavam começando a se arriscar, ir mais longe do que era seguro.
Esta era a parte mais difícil. Naquele dia. Aquele horrível dia de Natal.
— No dia de Natal, Roger e Frankie tiveram relações sexuais sob sua árvore de Natal. Roger usou um saco plástico. Frankie estava contido, amarrado com corda. — Sua garganta doía. Deus, ela não queria lembrar aquela visão. A face azul do seu irmão, o sangue escorrendo dos machucados onde a corda tinha mordido sua pele, e seu corpo nu caído debaixo daquela árvore maldita. — Roger não percebeu que ele tinha… — Lágrimas obstruíram a voz dela e ela não pôde falar por um momento.
Christian acariciou suas costas e beijou sua testa. Ele permaneceu em silêncio enquanto ela tentou recuperar a voz. Ela tomou outro suspiro profundo.
— Roger me ligou, em pânico. Liguei para o 911 e corri para sua casa. Pelo momento que cheguei lá, Roger tinha explodido seus miolos, e eu achei os dois mortos.
— Jesus, — Christian exclamou num longo suspiro.
Quando ela lhe contou sobre seus pais, e a bagunça que se seguiu, ele beijou as lágrimas que ela derramou. Seu coração estava leve, fácil. Suas palavras eram perfeitas.
— Não vou dizer que não se culpe. Não é sua culpa, mas eu vejo como você se sente responsável. — Ele beijou a bochecha dela. — Vou dizer que você é uma mulher incrível, que superou as probabilidades incríveis. — Ele encontrou com seu olhar. — Pense em todas as pessoas que você ajudou na comunidade. David me disse que você é um dos membros fundadores desta. Imagine quantas pessoas você ajudou.
Ela chorou, chorou muito, e ele passou os braços em volta dela e a abraçou. — Você já me ajudou. Mesmo se você me mandar embora, Pamela, sou um homem melhor por causa de você.
As mãos crisparam em torno de seus braços.
— Eu nunca vou mandar você embora. Eu te amo.
Ele sorriu.
— Isso é um contrato?
Seus lábios tremeram quando ela sorriu.
— O melhor tipo.
Ela parou quando ele se inclinou para beijá-la, e ele franziu a testa.
— O quê?
— Há mais uma coisa que você deve saber. — Ela engoliu. Quase ninguém conhecia este segredo, e ela odiava revelá-lo. Ela fechou os olhos. — É sobre o meu cabelo.
— Achei que era uma peruca.
— É. — Seus olhos se abriram e ela balançou os grampos. Então deslizou fora a peruca de sua cabeça e esperou pela reação dele.
Ele correu as mãos pelos cabelos reais. Era curto, cacheado, preto.
— Você gosta curto?
Ela franziu o cenho.
— Meu cabelo cresce muito rápido. Eu dôo-o a cada ano para o Locks of Love11 para as crianças que perdem os cabelos por motivos de saúde. — Ela procurou sinais de rejeição no rosto dele. — Eu uso uma peruca quando jogo. Eu pensei que você deveria ver a verdadeira eu.
A expressão dele era completamente enlouquecida. Ela teve um momento difícil para crer que o olhar era dirigido a ela. Ele beijou-a até que ambos gemeram em uníssono.
— Eu te amo. Você inteira. — Ele enrolou seus dedos através de seus curtos fios encaracolados.
Um relógio de pêndulo soou no corredor. Meia noite. Era dia de Natal. Ela beijou Christian.
— Feliz Natal, meu amor.
— Feliz Natal, Senhora.
Enquanto ela aprofundou o beijo, pensou que este era um Natal que ela dominava, não seu passado. Estava contente, feliz, e pensava que era o melhor presente que jamais teve.
Fim
Sua respiração ofegou e seus olhos se arregalaram. Por um momento, ele pensou que ela ia recusar, mas ela se virou e caminhou em direção a uma escadaria.
— Eu não preciso de uma chave. Tenho um quarto para meu próprio uso aqui. — Ela subiu as escadas e ele a seguiu.
O silêncio entre eles era tenso e estalava com algo elétrico. Ao invés de preocupar-se ele, se excitou. Pelo momento que eles chegaram ao quarto, seu pau estava apertado contra suas calças. Ela abriu a porta e entrou, quando chegou ao centro do quarto, ela girou e encarou-o.
— O que você quer de mim? Nós não conhecemos um ao outro. Por que você está aqui?
— Eu mereço uma explicação.
— Eu não tenho uma.
— David deixou implícito que você tinha. Ele estava mentindo?
O instante de dor e medo foi difícil de ver em seu rosto, e tinha ido embora tão rapidamente que ele se perguntou se tinha visto.
— Eu não tenho nada a dizer.
— Ótimo. Então, todas as apostas estão canceladas. — Ele a perseguiu.
Ela olhou para ele e se manteve firme.
— Você não me assusta.
— Quem disse que eu estava tentando assustá-la? — Ele estendeu a mão para seu espartilho e desatou um laço, e depois outro. E outro.
As mãos dela bateram nas dele.
— Eu não lhe dou permissão para me tocar.
— Isso implicaria se estivéssemos jogando — ele disse enquanto desfez outro laço. Seus seios se derramaram. — E que eu sou seu submisso. Você disse que eu não era. Eu sou apenas um homem, apenas outro pau simbólico.
— Você não é meu submisso. — A última palavra foi um suspiro enquanto seus dedos reviravam o mamilo entre eles. Ele adorava a maneira como eles se transformavam em uma cor borgonha escuro e apertava em sua mão.
— Não? Então nós podemos foder como pessoas normais. — Ele parou e encontrou seu olhar. — É isso o que você quer, Pamela? Apenas sexo baunilha?
Ela piscou e então ele encheu suas mãos com seus seios, e acariciou seus dois picos eretos ao mesmo tempo.
— Não — ela engasgou.
— Então o que você quer? — Ele baixou a cabeça e capturou um dos seus mamilos com os lábios. Ela arqueou em sua boca, as mãos entrelaçaram ao redor de sua cabeça para agarrá-lo mais perto.
Ela revirou os dedos em seus cabelos e arrancou a cabeça dele longe de seu corpo. Ela encontrou seu olhar com o dela.
— Eu quero foder você. Agora.
Ele afogou-se na quente necessidade de seu olhar e abaixou seus olhos.
— Sim, senhora.
Ela suspirou e entrou no círculo de seus braços.
— Você tem alguma ideia de como isso me deixa quente, quando você me chama assim?
— Não. Diga-me.
Enquanto ela acariciava seu pescoço e apertava um joelho em seu pênis duro, murmurou,
— Me deixa tão quente que eu quero marcar você como meu. Quero marcar seu traseiro, com a marca quente que vai queimar sua pele e fazê-lo suar com a dor. — Ela fez um zumbido baixo na parte traseira de sua garganta, seus lábios reivindicaram os dele.
Ela enfiou a língua na boca dele e ele derreteu. Ele era dela. O que acontecesse, se ela se recusasse a assinar um contrato com ele ou não, ele era seu submisso. Ele a amava, mas não iria contar a ela. Tinha certeza que iria assustá-la. Quando as mãos dele vaguearam, ela trouxe o chicote que ele tinha esquecido que ela tinha, para cima e bateu em sua mão violentamente. Ele resmungou e ela estendeu a mão livre e agarrou suas bolas. Seu rosto estava cheio de determinação.
— Essas são minhas. Diga que são minhas.
Ele gemia.
— Elas são suas. Todas suas.
Seu toque suavizou, e ela acariciou seu pênis com longos, duros arranhões através de seu jeans com as unhas. Ele estremeceu. Ela desabotoou o jeans com uma puxada e empurrou-os para baixo. Ela soltou-o por uma fração de segundo, quando pegou uma camisinha e rasgou-a. Ele gemeu quando ela deslizou o preservativo sobre seu comprimento. Ela enrolou os dedos ao redor de seu pênis e trouxe o chicote até bater em seu traseiro.
— Minha. Sua bunda é minha. Diga-o.
— Minha bunda é sua.
— E eu posso fodê-la sempre que eu quiser.
Ele encontrou seu olhar.
— Pode fodê-la sempre que quiser.
Ela parou e algo vulnerável encheu seus olhos, algo tão doloroso que ele queria envolvê-la nos braços para protegê-la.
— E você vai me dizer quando é demais, quando eu for longe demais.
Então era isso. Instintivamente, ele sabia que havia algo ali, algum dano. Sem hesitar, ele respondeu:
— Eu vou usar minha palavra-segura , Senhora. Eu juro.
Seu lábio inferior tremeu tão levemente que ele poderia ter perdido se não fosse pelo fato de que observava cada espasmo, cada mexida de seus músculos. Ele se inclinou e, em seguida parou.
— Senhora, posso beijar você?
— Sim. — Ela soprou a palavra para fora. Ele capturou seus lábios e moveu-se sobre eles com uma leve alisada no início. Mas quando ela cravou as unhas em seu couro cabeludo, ele aumentou a pressão. Então, ele perdeu a cabeça. Ele devorava, absorveu todas as sensações que podia. Ele enterrou as mãos em seus cabelos, a primeira, e baixou-a para trás sobre um braço. Ele queria se fundir com ela, possuí-la da mesma forma como ela o pussuía, marcá-la emocionalmente do jeito que ela o marcou. Eles caíram no tapete e ele caiu em cima dela. Ele pensou que ela iria resistir, mas em vez disso, ela cravou os saltos em suas nádegas e enfiou o quadril contra o seu pênis dolorido. Ele gemeu e mordeu seu pescoço, ombro, viajando para baixo até chegar a seus seios. Cada um recebeu uma atenção especial em seu caminho para baixo, para baixo. Ele atingiu o botão da calça de couro dela e olhou para seu rosto. Suas mãos estavam espalhadas em ambos os lados da cabeça, uma mão segurando o chicote. Seu olhar encontrou o dela, e ela sorriu.
— Tire-as, Christian. — Ele levantou a mão, mas ela o ameaçou com seu chicote. — Com os dentes.
Ele sorriu e começou a trabalhar. Primeiro, o botão, então ele lambeu seu umbigo. Então, a cintura da calça desceu centímetro por centímetro. Ela ergueu os quadris e ele mordeu na coxa dela. Ela sacudiu e estremeceu. Ele sentiu o cheiro de sua excitação quando abaixou suas calças. Ela gemeu quando seus dentes agarraram sua tanga. Ele balançou sua língua para fora enquanto deslizou sua calcinha abaixo pelas pernas. Ela arqueou as costas e jogou a cabeça para trás. Ele terminou e, em seguida, apareceu sobre ela.
— E agora, senhora? — A voz dele estava áspera e arenosa aos seus próprios ouvidos. Ele ansiava por bombear dentro dela, reivindicá-la.
— Faça-me gozar — ela pediu, o olhar em seu rosto.
Ele queria vê-la gozar. Queria ver seu rosto. Ela não tinha sido específica sobre como. Ele se mexeu e trouxe sua ereção dura para deitar sobre seu clitóris. Ele a foderia sem estar dentro dela. Usaria seu pênis para fazê-la gozar. Ele esfregou o clitóris com longas e duras deslizadas, e notou como ela engasgou e um rubor subiu por seu peito. Ele não tocou em nenhuma outra parte dela, apenas seu pênis contra o clitóris. Ele adorava a maneira como seus seios balançavam e sua boca se separava. Seus olhos vidraram, e ela engasgou quando encontrou sua libertação. Seu corpo estremeceu do orgasmo, e ele golpeou dentro dela. Ele gemeu e empurrou seu pau em sua entrada quente e esperando. Ela gritava enquanto ele a enchia Ele perdeu o controle. Com um rosnado, agarrou seus quadris e arremessou nela. Sua vagina apertou ao seu redor e seu pau foi banhado pelo doce e quente gozo dela. Ele abriu os olhos.
— Senhora, — gritou, implorou. Ela sabia. Ela tinha que saber.
— Goze para mim, Christian. Dê-me. Termine em mim.
Ele explodiu dentro dela. Foi assim por diante até que pensou que ia morrer com isso. Ele esvaziou mais do que seu pênis. Ele drenou sua alma dentro dela. Foi quase uma experiência espiritual.
Quando abriu os olhos, ele ainda estava girando e seus braços tremendo. Ela estava ofegante e olhou para ele.
…
David acariciou a mão dela.
— Nós acabamos com isso, Pamela.
Ela ficou de pé e arrancou a mão de David.
— Por quê? Por que isso aconteceu? Meu irmão tinha feito isso um milhão de vezes antes.
— Você sabe o que aconteceu.
— Eu sei o que aconteceu, Roger disse. — Seus punhos cerraram. — Dia de Natal.
As lágrimas correram de seus olhos.
— Você sabia que eu não posso comprar uma árvore de Natal? Mesmo agora, após todos estes anos.
— É compreensível. Você encontrou Frankie debaixo da árvore.
— A culpa foi minha — insistiu ela, com os olhos fechados, os punhos cerrados.
— Não, Pamela. Não foi. — A voz de David estava suave. — Frankie assumiu riscos demais. Roger permitiu. Eles foram os responsáveis pelo que aconteceu naquele dia.
— Diga isso aos meus pais. — A dor era insuportável. Eles tentaram fazer com que ela e o resto da comunidade BDSM fossem banidos do funeral. Todas as férias eram lembrados que seu único filho tinha morrido no dia de Natal. Frankie morreu nu, com um saco plástico em volta da cabeça, o homem que estava dormindo com as bolas provavelmente enterradas em seu traseiro. A polícia queria chamá-lo de assassinato. Seus pais queriam chamá-lo de assassinato. Em vez disso, ela disse a verdade e ganhou a rejeição de todos os envolvidos. Se não fosse por David ela poderia ter colocado uma bala no seu cérebro também. Foi David quem tinha sugerido que ela saísse da cidade onde morava, e se mudasse para Humboldt, onde ele estava começando uma comunidade BDSM por conta própria. Foi David quem a tinha colocado treinando outros Dominantes, quando ele alegou que ela poderia evitar o descuido que matou Frankie, em primeiro lugar.
— Você já manteve sua distância de todos nós, Pamela. Temos permitido isso porque todos nós sabemos o porquê. — David pegou a mão dela na sua e segurou-a. — Mas é hora de você deixar Frankie ir.
— Eu não sei se posso.
— Diga-me o que aconteceu com Christian.
Ela se sentiu um pouco frenética, selvagem, fora de controle.
— Ele fez tudo o que eu pedi para ele fazer, deixou-me fazer o que eu queria fazer com ele.
David apertou sua mão.
— Você quebrou as regras?
— Eu ordenei que ele — ela engoliu — Eu pedi-lhe para foder outro membro do clube.
— Algum deles recusou?
— Não, mas esse é o problema. — As palavras saíram correndo. — Eu tinha que ser a única no controle. Eu era responsável por eles. Eu não posso fazê-lo. Eu não posso ser responsável por eles. E se eles morrerem? — O minuto as últimas palavras saíram da boca dela, ela percebeu o quão louco soou. Mas isso era como se sentia.
— Algum deles morreu? — David perguntou.
— Claro que não — ela retrucou. Então, a expressão no rosto de Sheena quando ela gozava, e o prazer no rosto de Christian enquanto ele lambia sua boceta, levantou-se para a frente de sua mente.
— Não, não.
— Do que você realmente tem medo? — David pressionou. — Você tem medo de que se chegar perto de alguém, eles vão deixar você do modo que Frankie fez?
Ela queria dizer “Não”. Quis negar que não tinha pensado nisso. Mas escolheu deliberadamente um homem que vivia longe, que parecia o menos submisso de todas as outras opções no clube, e que tinha todos os motivos para evitá-la a partir de agora. Ela estava com tanto medo de ser rejeitada que se lançou em um ataque preventivo? Toda a luta a deixou e seus os ombros caíram.
— Eu não sei o que fazer.
O braço de David apareceu e a acondicionou em torno de seus ombros.
— Sim, você sabe. Você deve um pedido de desculpas e uma explicação a Christian. — Ele a levou de volta para sua cadeira e cobriu o rosto com as mãos. — Felizmente, você terá uma chance de dar-lhe um na festa de Natal.
Suas mãos se desprenderam e sua cabeça estalou para cima.
— O quê?
David sorriu.
— Ele está a caminho daqui. E eu o convidei a nossa festa. Sugiro que você vá para casa e descanse um pouco. Ele vai estar louco por uma luta, quando chegar aqui.
Ela olhou com raiva para David ainda quando seu coração disparou.
— Por que você não me disse isso, em primeiro lugar?
Ele segurou a mão dela e puxou-a a seus pés.
— Um, porque eu estava chateado com você para me preocupar. E dois, porque você precisava falar sobre Frankie para mim assim você poderá falar sobre isso com Christian.
— Eu nunca disse que eu ia dizer-lhe sobre Frankie.
— É melhor você fazer, Pâmela. — Ele levou-a em direção a porta da frente. — Se você não fizer isso, vou contar a todos sobre seu cabelo real.
Ela olhou para ele.
— Você não faria isso.
— Eu faria. Agora vá para casa e pense sobre o que você vai dizer. — Ele empurrou a porta e fechou-a atrás dela.
— Não vou dar um presente de Natal a você! — Gritou através da porta.
— Ver você ser massacrada por um submisso é presente o bastante. — Sua voz flutuou a partir de uma janela, enquanto ela entrou em seu carro.
Ela queria ficar com raiva dele por esse comentário, mas ela não podia. Ela queria ser massacrada por Christian
Capítulo Seis
A festa não era grande como um grande encontro, à medida que Chris pudesse dizer. Era festivo, alegre e as pessoas eram todas amigáveis. A única pessoa que queria ver não estava lá ainda. Cada minuto após o início do horário marcado para começar, a raiva que havia diminuído durante as últimas vinte e quatro horas saltaram para frente novamente. Ele se irritou. Chegou tão perto de ranger os dentes como nunca teve antes em sua vida.
David tinha-o recebido de braços abertos, e declarações enigmáticas. Sua garrafa de vinho foi refrigerada e agradecida por Lee, submissa, de David. O lugar parecia um lar. Não era de admirar que Pamela tivesse escapado de volta a este lugar e estas pessoas. Ainda assim, ela fugiu dele, sem qualquer explicação, preocupando-o, fazendo-o fazer ligações frenéticas para Dominique. Mesmo agora, ele não tinha ideia do que causou a ela, para correr. Ele só tinha garantias de David que Pamela estaria aqui e teria suas respostas.
Ele não estava interessado mais nas respostas. Ele só queria ela.
Ser deixado parado naquele café, havia ensinado onde estavam seus próprios sentimentos. Não importava o que ela fez com ele. Não importava que ela exigiu que ele fodesse outra mulher. Não importava que ela não o deixou gozar. Nada disso importava. Ele queria ela, sem importar o quê. Não fazia sentido e, enquanto ele havia visto sua fuga abaixo naquela rua de São Francisco, ele parou de tentar resistir a seus sentimentos. Mas, então, as horas, os minutos, marcavam por onde ele não sabia onde ela estava, o que estava fazendo ou se estava bem. O medo, a preocupação e, finalmente, o alívio, tinha-o todo triturado como um hambúrguer. Agora tudo o que ele queria era vê-la.
Ele não se misturou. Não comeu ou bebeu. Ele esperou. Toda vez que a campainha tocou, ele olhou. Algumas vezes Lee enviava-lhe um olhar compassivo que ele deliberadamente ignorava.
David, no entanto, nem mesmo sorriu. Deve ter sido difícil. Ele estava bem consciente de como ele estava. Pamela chegou. Lee abriu a porta quando ela tocou a campainha e David ficou ao lado de Christian. Com fome, ele olhou para ela. Ele notou que ela tinha se vestido com sua roupa mais dominadora, como a que tinha usado a primeira noite que a viu. Calças de couro pretas, colavam como uma segunda pele, botas de salto alto até as coxas, um colete de couro que exibia cada curva que ela possuía perfeitamente. Seu olhar estreitou na mensagem. Armada e perigosa. Gritava “Se afaste”. “Não esta vez”, ele pensou.
Em sua mão direita estava um longo, chicote de couro. Ela apareceu pronta para a batalha. Que assim seja.
— Eu receio que eu vou ser desrespeitoso com uma de suas Dommes, David.
David deu-lhe um olhar firme e olhou para Pamela.
— Contanto que não seja um hábito. — Ele passou por Lee e levou ela e os outros à sala. Em voz alta, ele chamou, — Nada para ver aqui, pessoal. A festa é lá dentro. — Ele disparou um sorriso à Pamela e desapareceu.
Sozinhos, Christian e Pamela se enfrentaram. Dois sentimentos guerrearam dentro dele raiva e fome.
— Eu estava preocupado com você.
Suas sobrancelhas negras subiram.
— E que direito você tem de se preocupar?
Então essa era sua tática. Ela iria tentar banalizar o que tinha acontecido entre eles.
— O direito de um submisso para sua Senhora.
— Eu nunca assinei um contrato. — Ela deu um passo em direção à sala. Raiva estimulou-o para frente.
— Pegue uma chave, — ele disse enquanto bloqueou seu caminho.
— Não.
Ele se inclinou mais perto.
— No quarto, eu sou submisso, subserviente. Mas no mundo real eu sou todo homem. Você pretende testar isso?
Ela não disse nada.
Ele balançou a cabeça
— Pegue uma chave.
Ela foi forçada a levantar o queixo para encontrar seu olhar.
— Por quê?
— Porque eu vou ser desrespeitoso, e quando eu sou, não quero uma audiência.
…
Ela suspirou e apertou os lábios.
— Isso pode ser melhor.
Em um silêncio constrangedor, ela colocou um sobretudo longo sobre o corpete e a saia. Ela caminhou para a porta e ele bateu nela para abri-la. Ela encontrou seu olhar e piscou.
— Obrigada — disse ela com uma voz firme.
O ar frio da noite virou o rosto dela em um vermelho escuro e ela virou a gola do casaco mais perto de seu queixo. Sua voz foi abafada quando ela disse,
— Eu não conheço muito bem São Francisco. Existe algum lugar onde podemos tomar um café tarde assim?
— Eu conheço um lugar. — Ele estendeu o braço e, após um momento de hesitação, ela aceitou e eles foram descendo a rua.
* * * * *
Eles caminharam juntos e Pamela se maravilhou com a forma como ela se sentia diferente no meio das luzes da cidade e ruas movimentadas. Tudo parecia forte e intrusivo. O firme, musculoso braço de Christian e o calor de sua pele contrastava com o ar frio de Dezembro. Sua respiração fazia nuvens na frente de seus rostos, enquanto eles se moviam lentamente pela rua.
Pela primeira vez, ela considerou a forma como eles pareciam juntos fora da cena do clube. Ele era alto, esbelto, sexy. Mulheres olhavam em seu caminho e os homens davam-lhe um grande espaço enquanto eles negociavam o tráfego a pé. Eles não falaram um com o outro, mas não era um silêncio desconfortável. A raiva que ela sentia vindo dele em ondas, parecia ter dissipado pelo momento, mas ela estava bem consciente de que passou por cima de seu limite. Por que ela fez isso? Ela tinha rejeitado-o porque ele era perigoso para suas emoções, seu coração. Ela havia escolhido uma mulher para ficar em segurança, contida, sob controle. No entanto, a simples visão de seu rosto, ressentido com raiva, quando ele acariciou seu pênis na frente dela, foi o suficiente para arrastá-lo de volta em sua esfera, sua alma. Ele assustava o inferno fora dela. De todos os homens que ela conheceu em sua vida, ele foi o único homem que tinha chegado à caixa trancada dentro da necessidade que ela mantinha escondida de todos. Apenas David tinha sequer imaginado sua existência, mas Christian abriu os cadeados e chegou dentro como se fosse o dono dela.
Eles chegaram a um café tranquilo e Christian abriu a porta para ela. No interior, as luzes suaves, as decorações de Natal e feriados, a música que fluía através do lugar, lembrou Pamela da intensa solidão que havia levado-a para a cidade em primeiro lugar. Enquanto eles pediam o café e sentavam-se, Pamela empacotou seus pensamentos. Quanto ela devia dizer a ele? O que ele merecia saber? “Conhece a si mesmo”, não quer dizer “mostrar a si mesmo”.
Fazia?
Christian esperou, seus olhos dourados focados em seu rosto, suas mãos repousavam em sua xícara de café. Ela respirou fundo e olhou para a árvore de Natal no canto. De certa forma, não era nenhuma surpresa que ela tivesse chego a uma crise durante a época de Natal. Afinal, foi quando tudo começou. Tudo começou com a morte do seu irmão, e acabou aqui neste café.
— Quanto Dominique lhe disse sobre mim?
Sua respiração aliviou para fora e ele olhou para seu café.
— Ela me disse que você era uma Domme experiente de uma pequena comunidade do norte e, era para eu ser cuidadoso.
Um punho frio apertou seu estômago, e o café quente queimou sua garganta enquanto tomava um gole.
— Por que ela te disse isso? — Era seu julgamento fodento tudo novamente?
Ele suspirou e franziu a testa, pequenas linhas que apareciam ao lado de sua boca.
— Eu acho que é porque eu realmente não jogo como os outros fazem. — Ele passou uma das mãos pelos cabelos.
— Oh? — Ela manteve a voz evasiva.
Ele balançou a cabeça.
— Toda a minha vida eu estive no comando, responsável por todos. — Ele esfregou a parte de trás do seu pescoço. — Até mesmo meu trabalho em segurança é sobre estar completamente no controle. Então, Dominique precisava de um consultor de segurança para o clube. — Seu sorriso era torto. — Fiquei curioso e tentei. — O sorriso caiu de seu rosto e ele olhou para ela. — Estive tanto como dominador, como dominado. Nenhum dos papeis realmente me agradou. Eu gosto da dor. Eu gosto do poder. — Ele apertou a mão em um punho. — Mas até você, eu realmente não entendia.
Um sentimento selvagem da esperança varreu-a. Ela perguntou.
— O que você não entendeu?
Ele pareceu se esforçar para encontrar as palavras.
— A interação… A forma como você responde pelo poder, e como isso me excita, se alimentam mutuamente. — Seus olhos se estreitaram. — Talvez você não se sente assim. — Ele desviou o olhar.
Aqui estava uma saída fácil. Se ela dissesse que não sentia nada, a conversa estaria acabada, e ela estaria fora do gancho. Mas seria uma mentira. Ela chegou do outro lado da mesa e tocou sua mão, esperando até que ele encontrou o olhar dela de novo. Quando ele fez, disse:
— Eu fiz. Você sabe que eu fiz.
Parte dela queria deixá-lo lá. Talvez ela só pudesse ter esse tempo com ele. Talvez eles pudessem ficar juntos até que ela tivesse que ir para casa. Então o passado se levantou para dar um tapa nela e ela não podia fazê-lo. A cada minuto que passavam juntos, agravaria a dor que iria, inevitavelmente chegar. Por que diabos não poderia ela ser como David ou um dos outros Doms que conhecia? Eles não pareciam ter tanta bagagem.
De repente, o lugar parecia muito fechado, muito lotado, o tráfego muito alto. Seu coração disparou e suas mãos tremiam. Ela levantou-se tão abruptamente que a cadeira caiu no chão.
— Eu tenho que ir. Por favor, eu… — Ela parou, fechando a boca com um estalo.
Seus olhos estavam arregalados enquanto ela andava tão rápido para a porta que parecia correr. Quando chegou à calçada, ela lançou um olhar para trás para ver se ele a estava seguindo. Ele estava na janela, à mão sobre a cadeira que ele tinha arrumado, e o rosto sério, enquanto ela seguia seu curso. Ela andou mais rápido, quebrando seu coração a cada passo longe dele que tomou.
Capítulo Cinco
Dois dias antes do Natal. Dois dias antes do Natal, e ela estava um desastre. A manhã depois de se afastar de Christian, ela acordou no apartamento da amiga e uma agitação intensa se apoderou dela. Depois de uma noite de choro em uma cama fria e solitária, ela não quis ficar mais lá. Seu telefone celular não parava de tocar, assim o desligou. Sua cabeça doía, seu corpo doía, e a tranquilidade da luz do dia, fazia seus olhos arderem.
Freneticamente, jogou as roupas em suas malas. Foda-se. Ela não ia se entregar para alguém de dentro para fora, muito menos um homem. Seu estômago doía. Seus pulmões queimavam. Sua cabeça latejava. As lágrimas estavam muito perto, como uma unha soltando da carne, que permanecia doloroso e sangrando, se você puxava aquilo. Ela arrancou do apartamento de sua amiga, como se demônios fossem persegui-la. E de uma maneira eles estavam.
Em seu carro na estrada, até mesmo a música não sufocava seus pensamentos. A chuva se aproximando não a distraía de sua tempestade interna. Todos esses anos e ainda não conseguia passar por ele. O tempo se arrastava, ela estava sozinha, e sua bagagem seguia por toda parte. Pelas próximas cinco horas, ela fugiu para a casa o mais rapidamente que conseguiu escapar, tudo se repetindo em sua mente. Até o momento que ela chegou ao condado de Humboldt, ela estava uma bagunça. Havia apenas uma pessoa que a entendia, que sabia onde ela estava indo.
Em vez de ir à sua casa solitária, ela dirigiu para a casa de Davis. Se alguém pudesse acalmá-la a sair de uma beira, era ele. David tinha ído todo para o Natal este ano. Luzes fronteira com o telhado, um grande Grinch brilhava no jardim da frente e uma enorme árvore aparecia na janela de sala. Nenhuma família, alguns amigos e vários segredos significavam que havia poucos lugares que Pamela se sentia confortável. Mas a casa de David era um deles. A adição de sua namorada, Lee, só fazia isso melhor. Ela amava os dois.
Era por volta das três da tarde e não havia chamado em primeiro lugar. Ela nem sequer sabia se ele estaria em casa. Mas quando ela escancarou a porta do carro, David estava na varanda com uma expressão preocupada.
— Estou tão feliz que você veio aqui primeiro. Você nunca atende o maldito telefone celular?
— Desliguei. — Ela caminhou lentamente até a porta da frente. — Eu não acho que você tem alguns minutos, não é?
— Depois que eu discursar um pouco para você, sim, com certeza. — Seu olhar nervoso atenuou, mas não muito. — Dominique me chamou. Ela estava preocupada que você fosse um perigo para si mesma.
— Eu cometi um erro — ela começou.
— Você certamente fez. Traga seu traseiro aqui.
Ela passou por ele, e percebeu que nenhum outro membro da comunidade BDSM poderia lhe dizer o que fazer, exceto ele. Até mesmo Dominique não comandava seu respeito do modo que David fazia. Ainda assim, ninguém gostava de ser punido, e ela provavelmente iria ser dinamitada. Ela caiu em uma de suas cadeiras estofadas de couro.
Ele a acendeu.
— Que diabos te possuiu para desaparecer assim? Seu submisso estava preocupado com você. Ele pediu a Dominique para verificar você, dizendo que parecia ter tido um ataque de pânico. — O cabelo loiro de David estava torto, o que era extremamente raro, e seus geralmente frios olhos azuis estavam acesos com raiva. — Então você desapareceu sem uma palavra e ninguém sabe onde você está.
— Você achou que eu cortaria meus pulsos?
Um músculo se moveu em sua mandíbula.
— Isso não é engraçado.
Ela olhou para o chão, e calor correu para seu rosto.
— Eu não queria preocupá-lo.
— Não é comigo que você deveria se preocupar.
Sua cabeça estalou, e ela olhou para ele.
— O que você quer dizer?
— Apesar do fato de que Christian Nolan é um macho submisso, ele não é um bobalhão. Que diabos aconteceu entre vocês dois? — David olhou para ela. — Ele está tão preocupado, que está ameaçando as pessoas a descobrirem onde você está, e você está tendo ataques de pânico. É sobre Frankie?
A sala fechou novamente. Sua respiração congelou e ela não podia inspirar. Tonturas inundaram seu rosto e David parecia distante. De repente, suas mãos prenderam em seus ombros. — Eu vejo que ele é. Respire, Pamela, respire.
Ela inalou e em seguida começou a chorar. David estava sentado em um banquinho, e acariciou-lhe a mão. Suas lágrimas escorriam e ela não podia impedi-las. Assim como não conseguiu parar Frankie.
— Pamela, ele era seu irmão, mas você não é responsável pelo que aconteceu.
Ela olhou para David, seus olhos nebulosos e turvos.
— Ele nunca teria feito se eu não tivesse sido uma Domme. Ele nunca teria ido para esse estilo de vida se eu não estivesse nele.
— Ele era um submisso natural — David lembrou. — Se você não o levasse lá, ele teria encontrado a si mesmo ou seria muito infeliz. Ele era muito extremo se bem me lembro.
— Mas a culpa foi minha.
— Por quê? Porque Roger treinou você? — O tom de David foi duro.
— Sim. Porque eu confiava nele. Porque Frankie confiava em mim. — Ela revirou os dedos juntos.
— Isso é besteira e você sabe. Frankie morreu porque Roger foi longe demais.
— Não deveria ter acontecido — ela argumentou.
Foi na manhã seguinte, antes de Chris ter um pensamento coerente. Seu apartamento, suas roupas, tudo parecia estranho para ele. Seu único pensamento era sobre ela. Como ele havia chegado em sua porta, arrumado seu alarme e caído na cama, estava além dele. Como ele ia trabalhar desse jeito, estava além dele. Outro dia de antecipação, deliciosa tortura e definitivamente banhos frio. Todos aqueles anos jogando no estilo de vida e ele nunca tinha experimentado aquele lugar, aquela meta elusiva, aquele subespaço. Ele tinha estado perdido, mas feliz. Ele flutuava à deriva, sentia uma sensação borbulhante de bem-estar. Era como estar bêbado sem o desconforto de álcool. Agora, ele compreendia melhor os limites em vigor. Antes, tinha sido como um ator correndo em suas linhas com um teleprompter8. A noite passada tinha sido a noite de abertura, e o jogo foi espetacular.
Excitação rasgou através dele. Ele a veria esta noite. Tinha certeza disso. Tudo o que ele tinha de fazer era passar mais um dia de trabalho. E ele sabia sua parte ainda melhor agora. Não havia nenhuma confusão na mente de Chris, nenhum tumulto. Ela abriu a porta, expandiu suas escolhas e libertou-o das coisas que o mantiveram prisioneiro. Enquanto ele fazia sua rotina matinal, tinha algo a olhar à frente no final do dia. Pela primeira vez em sua vida, havia mais a Christian Nolan do que seu trabalho.
Capítulo Quatro
Ele esperou por duas horas. Sem camisa, subserviente e sozinho, ele estava na frente da jaula e esperou. Então ela veio através da porta. Seu coração bateu e seu sangue ferveu. Seu pênis endureceu com a visão dela. Longos cabelos negros balançavam no tempo com seus quadris e suas botas pareciam deslizar pelo chão. Seus seios estavam para frente, empurrados pelo espartilho preto que ela usava. Sua saia de couro preta enfatizava suas longas, fantásticas pernas.
Ela se aproximou do balcão e ele se esforçou para manter sua posição. Queria correr para ela, se ajoelhar aos pés dela, tocá-la. Um segundo depois, ele estava contente que permaneceu imóvel. Ela passou muito longe dele como se ele não estivesse lá. Seu estômago caiu em seus sapatos enquanto sua mente processava o que tinha acontecido. Ela entrou na sala de espera e escolheu uma mulher, uma loira. Sua respiração estava difícil e seu peito doía. Por quê? O que ele tinha feito de errado? Seus pés se arrastavam como pesos de chumbo. Ele poderia simplesmente fugir, correr para fora da porta e cuidar de suas feridas em privado, mas tinha seu orgulho.
Amargamente, ele arrastou-se para seu canto usual e ignorou os olhares curiosos de seus sócios do clube. Uma humilhação desta natureza não era algo que ele gostava, mas entendia. Ela estava punindo-o por alguma coisa, uma desconhecida ofensa. A raiva o salvou de ser um completo mulherzinha sobre isso. Seus dentes cerraram, e ele fez algo que raramente se permitia. Ele ficou na borda da jaula e abriu a calça. Ela poderia rejeitá-lo, dar-lhe as alturas do céu e depois lançá-lo no fodido inferno, mas ela não podia controlar isso.
Novamente, as ondas partiram da Mistress Dane. Ela limpou a jaula enquanto os outros jogadores se demoraram sobra a especialista. E quão profissional, ela tinha jogado com ele. Ele havia sido massinha em suas mãos. Mesmo agora, com a dor emocional enrolando seu estômago e fazendo cada respiração como se pregos rasgaseem seus pulmões, seu pênis respondeu à sua aura de poder e de confiança.
A mulher loira era uma regular. Qual era o nome dela? Trina? Tina? Será que isso importava? Ela teve o que queria. Ele queria partir a jaula e arrancá-la longe de sua dona. Sua mão fechou sobre a malha da jaula, enquanto a outra mão acariciava seu pau com viciosas puxadas. Talvez se pudesse gozar e derramar tudo no chão da jaula, ele se livraria desse veneno, esse vício, a uma mulher que claramente tinha usado-o, e depois humilhado. Por um momento, quando Mistress Dane levantou a mão para açoitar a loira, ela encontrou seu olhar. Algo cintilou lá, algo incerto. Em um segundo, tinha ido embora, e ela passou a ter a dominante expressão confiante de uma mulher no comando. Ela jogou com a loira como um maestro, seus golpes com o chicote, maravilhosamente coreografados. A mulher loira era grande, com seios grandes e uma bunda generosa. Houve uma abundante quantidade de pele a ser usada como tela para Mistress Dane pintar seu retrato bonito.
Prendedores de mamilos, um vibrador anal, e bem colocadas chibatadas enviaram a loira em um orgasmo gritando, o que Mistress Dane parecia gostar. Ela fodeu a mulher incansavelmente com o plug anal e puxou o cabelo dela. Tudo isso, Chris pensou, era um show, uma sombra do que eles tiveram juntos. Ele olhou para os outros membros do clube. Eles ainda se masturbavam e gozavam, mas Chris manteve um aperto firme em sua liberação e olhou para ela, querendo que Mistress Dane encontrasse seu olhar, e em silêncio desse permissão para ele gozar.
A loira estava relaxada em êxtase pós-coito, quando Mistress Dane levantou o olhar para atender o seu. Os conflitos aconteciam lá.
Indecisão. Ele continuou a bombear seu pau, as veias do seu comprimento latejando e pulsando em suas mãos. Ela olhou para ele e, em seguida, entortou seu dedo.
Ele levantou uma sobrancelha e ela olhou para ele.
— Agora, — ela exigiu. O entusiasmo dos outros membros aumentou, e a energia no quarto afiaram insuportavelmente.
A raiva fervia e adrenalina derramava em suas veias, mas ele tentou manter uma atitude casual. Enfiou o pênis duro dentro das calças com um estremecimento e entrou na jaula. Embora ele mantivesse os olhos baixos, sua rejeição a ele, ainda picava e sua linguagem corporal, provavelmente, transmitiu o seu desafio, mas ele não se importava.
— Foda-a. — Mistress Dane afastou-se da loira e esperou.
Ele arriscou olhá-la rapidamente. Dura e firme, suas características não continham nada do prazer que ele tinha visto em seu rosto na noite anterior. Os punhos cerraram, e os forçou a relaxar. Sem um outro pensamento, ele baixou as calças e chutou-as fora. Ele caminhou até uma mesa na jaula e pegou um preservativo. Rasgando com raiva e lágrimas, ele arrancou a única coisa fora do pacote e deslizou-a sobre seu pau doendo. Ele odiava-a. Ela estava exigindo sua obediência, sua submissão, mas a que preço? E o que ele fez com ela?
Mistress Dane se ajoelhou para falar com a mulher de bruços no chão.
— Vou ter Christian fodendo você, Sheena. Diga a sua palavra-segura se não estiver confortável com isso. — Sua voz era gentil, mas firme.
Sheena olhou por cima do ombro dele. Seus olhos eram de porcelana azul e seu rosto era bonito. E ela não fez absolutamente nada para ele. Ele voltou seu olhar com uma constante do seu próprio. A mulher olhou-o de seus ombros para o seu estendido pau. Ela lambeu os lábios e balançou a cabeça.
— Levante-se, Sheena. De quatro para que ele possa viajar em você, — Mistress Dane estalou.
Deus, o pau de Christian pulou e latejava, quando ela falava assim.
Mistress Dane caminhou por trás dele e apertou em seu ombro.
— De joelhos.
Seus músculos ficaram tensos, e tudo nele gritou para recusar, ir embora. Em vez disso, ele caiu de joelhos e segurou os quadris de Sheena. Com um dedo, ele testou sua vagina. Sheena estava quente e úmida. Ela não iria perceber que ele bombeou nela, e só pensaria naquela mulher que controlava os dois. Ele olhou para sua Senhora, e fez uma pergunta em silêncio com os olhos. Ela olhou para ele, algo faminto e desesperado em seu rosto. Seu pênis se contraiu com a visão dela. Seu gesto foi brutal e insistente. Fechou os olhos e deslizou seu pau na boceta de Sheena. As paredes da loira fecharam como um canal em torno dele, e ele pensou em como a doce caverna de Pamela o tinha apertado seco. Sheena gritou quando ele empurrou dentro e fora de sua vagina, mas seus pensamentos eram só sobre a forma como a sua senhora tinha provado e cheirado.
De repente, aquele cheiro estava perto, apenas sob seu nariz. Mistress Dane levantou a perna e envolveu-a em volta de seu pescoço enquanto ele batia dentro de Sheena.
— Chupa-me. Mostre-me como você é talentoso — ela ordenou, a voz amarga por algum motivo.
Mas ela era sua droga e ele era um viciado. O cheiro dela chegou a seus sentidos. Seu pênis esticou dentro da caverna escorregadia de Sheena e ela gemia. Mistress Dane se deslocou, e sua vagina estava ao alcance. Sua língua brilhou para fora, e ele gemia enquanto a provava. Sua mão agarrou seus cabelos e empurrou sua cabeça mais perto. Aspirou o cheiro dela, deleitado na sensação de seu clitóris contra sua língua. Ele seguiu as instruções e chupava seu clitóris ereto enquanto seu pau bombeava o corpo de Sheena. Logo, os quadris de Mistress Dane e os dele, se moviam em perfeita harmonia e Sheena gritou quando gozou, banhando seu pênis na umidade quente. Na boca, a essência de sua dona mandou seu corpo em um frenesi sexual. Ele bombeou na vagina de Sheena mais duro, e prolongando o orgasmo da loira. Quando Pamela gozou em sua boca, ele poderia ter morrido do prazer dela. Sua liberação derramou-se em seu queixo e ele rosnou com a necessidade. Ele queria gozar. Queria foder Pamela, não essa mulher abaixo dele. Ele queria sua Senhora.
Ela baixou a perna e correu os dedos sobre sua bochecha. Sem perceber, ele tinha parado de foder Sheena. A loira tremia, com lágrimas corando suas bochechas, deixando a sua satisfação brilhando em sua bonita face.
Sua Senhora se afastou.
Ele olhou para ela, seu pau ainda duro e latejante. Que diabos aconteceu? Como ele deslizou para fora do corpo de Sheena, a raiva agarrou seu intestino. Dor atirou através de seu corpo enquanto ele arrancou a camisinha, e jogou-a em uma lixeira. Ele puxou as calças, ignorando a mordida do material em seu pênis dilatado e dolorido. Com os lábios apertados e os punhos cerrados, ele pisou fora da jaula
Com sua mochila pendurada no ombro, ele caminhou para a porta.
— Christian. — Sua voz era como o estalo de um chicote ao seu sistema. Ele sacudiu-se com maliciosa antecipação.
Ele virou-se, todo em atitude submissa no fodido banheiro, e olhou para ela.
— Sim, senhora. — Era o que o irritava, a palavra Senhora ainda saía naquele tom, rouco necessitado.
— Peço desculpa — disse ela.
Ele franziu a testa e estudou-a com mais cuidado. Debaixo da maquiagem, as olheiras descansavam debaixo dela, e sim mostrava tensão. Dentro do turbilhão de cor nos olhos dela, ela parecia incerta, confusa. Ele esperou por ela para ir adiante.
Um empurrão de ombro parecia tão diferente dela.
— Eu não devia ter pressionado você em um jogo com Sheena.
— Você não quebrou nenhuma regra — disse ele suavemente, mas sua alma tinha sido marcada por sua indiferença.
— Não oficialmente. Eu juro a você, Christian, não estava tentando foder com sua cabeça.
Ciente da ávida curiosidade dos outros membros, ele se aproximou.
— Talvez — ele começou devagar, devêssemos discutir isso longe do clube.
Parte dela estava aterrorizada.
Ela empurrou o pensamento longe e concentrou-se neste momento, a tensão sexual, a energia rodando que os rodeava. Deliberadamente, ela cercou sua cintura com o cinto. O vibrador era longo, mas não muito grosso. Ela derramou lubrificante sobre a ponta dele e usou a mão para afagar o vibrador como se fosse um pênis de verdade. A ação esfregou duas pontas contra seu clitóris, parte dos equipamentos que davam prazer ao usuário, bem como nos que eram usados. Ela se alegrou com o modo com que os olhos de Christian voltados num castanho dourado, brilhante, febris e focado em sua mão. Seu pênis esticou e os músculos de suas pernas apertaram. Era uma figura impressionante, tenso, duro, lindo. Mesmo que ela o atormentasse, o devorou em sua mente. Uma parte selvagem de seu cérebro quis marcá-lo, torná-lo dela, marcá-lo para que ele nunca a esquecesse. Pensamentos tolos de uma Domme que só pretende jogar com um submisso por um curto período de tempo. Muito tolo. Mas esses pensamentos tolos corriam através de sua mente quando uma gota de pré-sêmen vazou da ponta do seu pênis.
Finalmente, ela andou em torno dele, ajustou o banco etapa e ficou atrás dele. A ponta do vibrador pressionou contra seu ânus. Ele ficou tenso. Ela esguichou lubrificante em seus dedos e explorou seu traseiro. Ele era tão forte, tão quente. A maneira como os músculos de seu ânus fecharam em torno de sua mão e sua cabeça caiu para trás foi magnífico. Dois dedos, três, em seguida, seus quadris rodaram e ele gemeu.
Ela afundou seus dentes em seu ombro apenas sob a coleira. Sua boca em seu ouvido, ela sussurrou:
— Eu vou te foder duro. Vou enfiar esse vibrador no seu traseiro até que ele te deixe louco.
Ele estremeceu e virou a cabeça para olhar para ela. Seus olhos estavam um pouco selvagens, incertos. Mas ele não disse aquela palavra-segura. Ela tirou os dedos e colocou o pênis em seu ânus. Ele começou a ficar tenso, mas ela usou os dedos para beliscar seus mamilos e ele relaxou um pouco. Seus lábios roçaram sua orelha e seu hálito soprou forte enquanto uma das suas mãos mergulhava abaixo.
O vibrador estava no meio do caminho, quando sua mão agarrou seu pênis. O lubrificante em seus dedos deixou-a deslizar para cima e para baixo sobre sua carne facilmente e ele gemeu. O vibrador entrou ainda mais. Finalmente, ela empurrou dentro dele duro. A ponta do vibrador bateu em sua próstata e ele gritou:
— Senhora!
Os dois pinos esfregaram em seu clitóris ritmicamente quando ela deslizava dentro dele, e seu orgasmo fervia, pronto para saltar livre. Ela esfregou sua mão rapidamente sobre seu pênis e sua respiração saiu em baforadas. Sua vagina doía e encharcava o interior das coxas. Seu pênis pulsava em sua mão, e ele empurrou seus quadris tanto quanto podia, apesar das restrições.
Atormentando a ambos, ela diminuiu o ritmo e segurou o vibrador em seu traseiro, a ponta pressionada contra sua próstata. Seu corpo tremia enquanto sua mão aliviava o ritmo sobre seu pênis duro. Ele rosnou em sua garganta, as palavras derramando de sua boca. Ele queria foder ela, queria bater com seu pênis dentro de sua doce, molhada boceta. Ele queria que ela o chicoteasse, marcasse, arranhasse ele. Cada sílaba que caiu de sua boca atravessou seu coração. Ela estremeceu enquanto lutou contra a vontade dele, e a sua própria. Controle. Isto era sobre controle. Ela deveria jogar com ele. Não… O que quer que isso fosse, não era jogar.
As pontas contra seu clitóris a deixaram à beira do orgasmo. Um golpe, um toque e ela explodiria. Mas ela queria seu pau em sua vagina. Enquanto ela o fodia, queria ver seu rosto quando ele gozasse. Ela queria o controle naquele momento.
Ela retirou o vibrador de dentro dele, e seu gemido ecoou na sala. Com um empurrão, ela soltou o cinto no chão e chutou o banco passando-o para a frente de Christian. Suas pálpebras caíram sobre os olhos, tornando-os estreitas fendas de fogo. Ela obteve uma camisinha na caixa em uma das mesas na sala e rasgou-a. Seu olhar prendeu o dele enquanto ela deslizou a borracha sobre sua ereção. O som que vinha dele era gutural e animalesco. Ela lambeu os lábios em antecipação. Revestido e duro, seu pau ficou em atenção quando ela subiu no banquinho. Boa coisa que ela era ágil. Ela sorriu enquanto seu rosto mudou quando ela bateu com o pau dentro dela, as coxas descansando em seus quadris, os pés com as botas cruzados em sua bunda. Ele rosnou baixo e ameaçadoramente, enquanto suas mãos alcançavam para agarrar as cordas um pouco acima dos pulsos dele.
Ela girou seu quadris e gemeu conforme seu pau deslizou dentro e fora de sua vagina. Deus, a sensação dele era tão sexy, tão fodidamente incrível. Ela fechou os olhos e só experimentou o golpe de seu pênis, o deslizar de seus mamilos sobre seu peito, os sons de seus grunhidos enquanto ele tentava agarrar a sua liberação. Havia algo incrível sobre um homem que queria gozar, mas não fazia. Ele fez isso sem um anel peniano, sem exigir o que esperava. Ele era perfeito, especial. De alguma forma ele colocou seus dedos em torno dos pulsos dela e apertou. Ela abriu os olhos, e os dele estavam bem fechados, os dentes cerrados e seu pescoço mostrando os nós dos músculos.
— Senhora — a palavra sibilou de seus lábios e os dedos apertaram.
Um fogo quente varreu-a, quando ele falou o nome que ela queria ouvir dele. Quando ele dizia aquilo, ela esquecia que estava jogando, porra. Quando a chamava de “Senhora”, ela acreditou. Uma energia subiu por ela, e a balançou, aqueceu sua pele, e sua mente ficou em branco.
Seus dentes mordiscavam o lóbulo da orelha, pescoço e lábios. Sua respiração estava quente em sua pele e seu rosto era fodidamente quente enquanto ele se esforçava para se segurar. Mesmo com a camisinha sobre seu pênis duro, ela podia sentir o pulsar de suas veias. Finalmente, ela sussurrou em seu ouvido:
— Goza dentro de mim. Agora.
A última palavra não morreu em seus lábios antes de sua libertação, ele gritou e fez seu ouvido tocar. Sua expressão quando ele gozou era uma mistura de alegria e dor, que a deixou louca com a necessidade. Ela empurrou seus quadris mais rápido. Seu próprio orgasmo caiu sobre ela, e ela arqueou as costas. A inundou, varreu-a para longe em um oceano de sensações que sobrecarregou seus sentidos, e enviou-a girando para fora do planeta. Eles balançaram para frente e para trás enquanto as cordas esticavam da força deles fodendo. Sua vagina convulsionava e pulsava conforme suas estocadas se tornavam descoordenadas e fora de controle.
Ela baixou as mãos para os ombros e as unhas marcaram sua pele. Ele estremeceu e rosnou, um som de prazer e sensualidade que fizeram um ronronar escapar de sua própria boca. Ela observou que cavou seus saltos profundos em suas nádegas, e marcou-o lá também. Suas pálpebras caíram sobre seus olhos e seu corpo estremeceu e se contraiu. Ela escorregou dele, saciada, quente. E confusa. Depois de uma pequena piscada para recuperar sua compostura, ela abriu as algemas, em primeiro lugar em seus tornozelos e nos pulsos. Ela pegou-o quando ele caiu em seus braços. Ele tremia e ela baixou-o para o chão, a cabeça em seu colo. Ele tremeu e seus dedos procuraram seu pé com a bota. Ele se mexeu e trouxe seus lábios para a bota, para beijá-la.
Uma enorme onda de algo perturbador inundou a ela. Ela queria puxar seu pé para que ele pudesse pressionar sua boca contra seu pé nu. Queria trepar com ele novamente. Ela queria…
Seus lábios apertaram. Era muito fácil de ler neste tipo de jogo. Ela deveria ter escolhido uma mulher. Para ela, uma mulher apresentava menos complicações emocionais. Mas ela tinha um trabalho a fazer. Com as mãos suaves, ela acariciou o cabelo de Christian quando tomou uma decisão. Esta seria a última vez que jogaria este submisso. Ele ofereceu-lhe algo, mas ela não confiava nele, não sabia o que significava. Ela estava… fora de equilíbrio, e aquilo era uma nova e desagradável sensação. Atravessando os movimentos, ela retirou a camisinha de seu pênis flácido e usou uma toalha para limpá-lo. Sua atitude completamente subserviente criou sentimentos mistos para ela enquanto cuidava dele. Ele se levantou, completamente à sua mercê, contente em seguir sua direção. Ela já tinha visto outros submissos mergulharem neste subespaço profundo, mas raramente com ela.
Ele esperou que ela se vestisse, condescendente, quieto. Normalmente, ela faria perguntas, conversaria, encheria o silêncio. Mas com ele, até mesmo o silêncio significava algo especial. Ela olhou para ele e tocou seu rosto com a mão. Ele se inclinou em sua palma com os olhos fechados e, em seguida, virou a cabeça para beijá-la no pulso. Não foi um esforço para agarrar sua mão. Ela fechou a coleira, mas não mandou que ele rastejasse atrás dela.
Juntos, eles vaguearam de volta para o balcão da frente, onde ela tirou o colar e a rédea.
— Você não pode dirigir - afirmou.
Seu olhar subiu ao rosto e ele piscou. A confusão atordoada lá fez apertar seu coração. Dominique devolveu as roupas de Christian e Pamela vestiu-o. Todo seu corpo estava relaxado enquanto ela deslizava a camiseta em sua cabeça, e a cueca sobre seu traseiro. Ela tomou cuidado para não encontrar o olhar atento de Dominique. Ela chamou um táxi e se certificou que ele entrasse.
O nevoeiro rodou em torno de seus pés enquanto ela olhava o táxi desaparecer na distância. Seu estômago agitou, e lágrimas entupiram em sua garganta. Era melhor assim. Ela não tinha nada para oferecer a ninguém.
“Conhece a você mesmo”, era o lema de David em sua pequena comunidade. Quantas vezes ela tinha falado com ele sobre essas questões? Ele alertou que ela estava se fechando, se trancando. Mas ele nunca disse a ela o que fazer quando fosse totalmente aberta.
Ela arrancou a roupa, impaciente e se arrastou para a cama. O sono lhe fugia. Toda submissa que ela dominou ao longo dos anos derivou em sua memória. Mesmo Stephanie tinha sido um encontro alegre. Ela tinha sido uma mulher infeliz no casamento, cujo marido disse que se ela precisava ser açoitada, devia encontrar para si mesma um dominador e deixá-lo sozinho. Como uma mulher, Pamela havia sido uma escolha segura. Mas talvez David sugeriu-a para Stephanie por outra razão? Fez perceber que haveria pouca conexão emocional entre elas? Oh, elas eram boas amigas, e Pamela sabia como estimular Stephanie durante as sessões, mas não havia nenhum sentimento duro quando o marido decidiu que ele queria jogar com ela.
Cada homem ou mulher que tinha sido dominado por Pamela, foi embora com pouco ou nenhum arrependimento. Isso a deixava triste. Esta época do ano enfatizava sua falta de família, suas perdas.
Lágrimas gotejaram sobre seu travesseiro, e ela chorou até que seu nariz e garganta doessem. Que vida vazia. O que ela ia deixar para trás? Nada. Se fosse varrida da face da terra, ninguém ficaria inconsolável. Um pouco deprimido, talvez, mas não devastadas. Sua família a renegou anos atrás, convencidos de que ela iria para o inferno por suas tendências bissexuais e desviantes. E por outras razões que ela não iria pensar. Seus amigos estavam próximos, mas ninguém realmente abria uma brecha no muro ao seu redor. Como tinha conseguido chegar a este ponto onde enfrentava outro feriado sozinha e deprimida? David estava certo. Ela escolheu um desconhecido para que ela não tivesse que, mais uma vez, lidar com o fato de não poder se relacionar. Ela balançou as pernas para fora da cama e lavou o rosto. Ela poderia enfrentar mais uma sessão com Christian? Ela poderia abrir mão do poder e ser dele tanto quanto ela afirmava ele ser dela?
Ela tinha que fazer. A alternativa era ir para casa para enfrentar David como um fracasso e isso ela não poderia fazer. Quando ela voltou à cama desta vez, adormeceu de imediato.
Capítulo Três
A névoa parecia mais grossa na terceira noite que Pamela entrou no A Jaula. Lá, na frente do balcão, com o colar que ela tinha escolhido em torno de seu pescoço, estava Christian. Ele estava sem camisa, de joelhos e bonito. Longas marcas corriam de sua clavícula em suas costelas, de onde ela arranhou-lhe a noite anterior. Ele não olhou para cima, mas ela notou suas narinas e músculos tensos quando ela se aproximou. Ele estava tão em sintonia com ela enquanto estava com ele.
— Um quarto privado, Dominique. — Ela manteve seu olhar sobre sua forma rebaixada enquanto Dominique entregou-lhe uma chave.
A outra mulher hesitou e Pamela finalmente encontrou seu olhar. Seus olhos azuis tinham uma pergunta e Pamela balançou a cabeça.
— Eu vou seguir as regras. Se você precisar de mim para mantê-lo público, eu vou. — E ela quis dizer isso. Significa mais para ela ser parte do estilo de vida do que a fácil troca de fluidos. Dominique deve ter ouvido a sinceridade em sua voz.
— Os armários têm todas as coisas que você precisa. Há uma caixa do lado de fora da sala. Por favor, deixe-os lá quando você estiver acabado. — Os olhos de Dominique brilharam. — Os outros clientes ficarão desapontados.
Um leve sorriso ergueu os lábios de Pamela.
— Eu não estou compartilhando esta noite.
A outra Domme balançou a cabeça e entregou-lhe uma rédea. Os olhos de Pamela se arregalaram.
— Como você…
Dominique sorriu.
— Eu já vi esse olhar antes. Eu senti isso antes.
— Obrigado.
A outra mulher acenou se despedindo, e Pamela prendeu a rédea na coleira de Christian.
— Vamos.
Os quartos privados estavam em um labirinto de corredores e demorou um pouco para encontrar o quarto que tinha sido dado a ela. Chris seguiu obedientemente atrás dela e ela gostava da sensação que criava.
Ela encontrou a porta certa e abriu-a. Dentro da sala era mais como o calabouço no porão da casa de David. Uma cruz de St. Andrew7 ficava no centro do chão. Restrições para pulsos e tornozelo se projetavam na parede com bancos debaixo deles. A única coisa que ela queria esta noite também estava lá. Penduradas no teto, estavam duas cordas com pesadas algemas nas extremidades.
Christian rastejou até o centro da sala e ela retirou a coleira.
— Levante-se e fique lá. — Ela apontou sob as cordas.
Quando chegou as algemas, ele atirou-lhe um olhar rápido. Ficou claro que não era uma das peças do equipamento que ele havia usado antes. Pamela pegou um banquinho pequeno no canto da sala e colocou-o ao lado dele.
— Levante os braços.
Ele esticou os braços para cima e ela pegou uma inspiração de seu cheiro. O suor estourou em sua pele enquanto ela fechava as algemas ao redor de seus pulsos. As cordas eram ajustáveis e envolvidas através de uma roldana para que ela pudesse puxá-lo para que seus dedos dos pés pairassem sobre o chão. Ela observou-o atentamente. Novas experiências eram duvidosas com submissos.
— Christian? Lembre-se de me dizer se você encontrar algo não agradável — lembrou a ele.
— Eu estou… bem, senhora.
— Diga-me como você se sente — ela perguntou, enquanto caminhava em torno dele e vistoriava a cada centímetro do seu corpo.
— O alongamento machuca meus braços, mas também me excita. Eu continuo querendo chegar com os dedos e tocar o chão. — Ele piscou e olhou para ela. — Não estou acostumado a ser pendurado em uma dessas coisas.
Ela assentiu com a cabeça.
— Você quer parar?
Ele deu-lhe um olhar firme.
— O que você vai fazer?
As sobrancelhas dela se ergueram.
— Você não confia em mim?
Sua mandíbula apertou.
— Sim, senhora. — Ele baixou o olhar.
— Você me disse como se sente fisicamente, Christian. Agora me diga como você se sente. — Ela balançou e puxou o botão da calça e abriu a braguilha.
— Eu-eu não sei o que você quer dizer — disse franzindo o cenho.
— Como você se sente? — Sua mão acariciava sua coxa e sobre seu quadril enquanto caminhou ao redor dele.
Um pouco sem fôlego, ele disse:
— Eu… me sinto impotente, pendurado aqui. E nós estamos sozinhos, o que me faz sentir fodidamente com medo e excitado.
Ela deixou um pequeno sorriso cruzar seu rosto.
— De todas as coisas que fizemos nas duas últimas noites, qual foi o seu favorito?
Ele balançou a cabeça e seu olhar ardia e queimava.
— Quando você me permitiu lamber sua vagina.
— E por que isso? — Perguntou ela com os olhos apertados.
Seus olhos se arregalaram.
— Porque eu queria te provar, te tocar, e você me deixou.
Abalada, mas não querendo deixá-lo ver, ela virou as costas para ele e caminhou até um armário. Tirou dois itens de dentro do armário. Um cinto preso com um vibrador e um frasco de lubrificante. Ela contemplou sua reação aos itens. A contração de seu músculo na bochecha e um piscar de cílios volumosos. Ele nunca tinha sido fodido no traseiro. Ele não tinha ideia de como ela passou seu dia. Dominique foi cautelosa sobre este homem, mas Pâmela havia sido persistente. Finalmente, a dona do clube deu-lhe as informações que ela precisava.
Fosse o que fosse que esse submisso desencadeava dentro dela, Pamela queria exorcizá-lo, jogar fora, se livrar dele. Sua pele não era marcada por tatuagens, apesar dele ter várias cicatrizes. Em suas costas haviam cicatrizes de chicotadas. Nada incomum para um homem com um fetiche de dor. A redonda pele enrugada sobre o tamanho de dois centímetros e meio no ombro não era usual. Um buraco de bala? Possivelmente.
Suas unhas arranharam mais de sua pele, e ela explorou o corte de seus músculos, a saliência de seus braços, o declive de sua parte inferior das costas, cada centímetro do seu corpo delicioso. Até mesmo seus pés eram sexy. Grandes, magros e firmes, como o resto do corpo, os pés se sacudiram, quando ela arranhou a parte de baixo deles. Ele olhou para ela enquanto ela se ajoelhava para explorar seus tornozelos e joelhos. Seu pau saltou longe de sua barriga como se alcançasse por ela, arqueando para seu rosto.
Ela levantou-se lentamente e segurou suas bolas em um aperto doloroso. Sua respiração sibilou enquanto ele inalava e seu pênis batia contra as costas de sua mão.
— Você nunca foi fodido no traseiro.
— Não, senhora — ele engasgou e empurrou os quadris levemente.
Ela soltou suas bolas e ajoelhou-se novamente. A seus pés estavam duas pequenas aberturas no chão. Ela abriu as tampas e removeu duas correntes mais. Lambeu os lábios e seu rosto perdeu a cor enquanto ela estendia suas pernas e algemava seus pés no chão. Imóvel, ele estava completamente à sua mercê.
Na frente dele, com os olhos fixos nela, ela tirou a saia de couro e a blusa com pregas que escolheu para vestir. As botas permaneceram. Nua, ela permitiu-lhe olhar, mas quando seu olhar encontrou o dele, ele imediatamente baixou os olhos. Ela sorriu. A quente, carente expressão em seu rosto era erótica e estimulante. O fato de que ele tanto resistiu como a aceitou, travava um cabo de guerra dentro de sua própria mente. Ele atraía e repelia ela. Sua submissão chamava-a como um viciado em drogas, mas repelia por sua mesma potência.
Continua..
Ela puxou as calças em um movimento forte e seu pau saltou à atenção. Ele ignorou o fato de que cada patrono, naquele clube estavam pregados nele e sua Senhora. Ela olhou para seu pau até que ele pensou que iria morrer se ela não o tocasse. Seu queixo doeu de ranger os dentes para ficar calado. Saltos bateram enquanto ela caminhava para uma caixa de preservativos no canto e até mesmo a ação de rasgar o pacote aberto, foi sexy e erótico. Cantarolava um som de aprovação quando deslizou a borracha sobre sua carne rígida.
De súbito, ela levantou a bainha e empalou seu corpo sobre seu pênis pulsante. Seu gozo ferveu e suas bolas apertaram, mas ele segurou-se, mesmo quando ela levantou e bateu novamente. Ela arrastou as unhas no peito dele e rasgou a pele. A dor daquilo quase o fez perder sua concentração. Eu não gozarei até que ela mande. Mesmo se ela não me deixar gozar. Jesus, sua vagina é tão quente, tão escorregadia.
Ele rosnou, um som gutural da parte traseira de sua garganta. Queria pedir. Ele queria empurrar os quadris para cima e soltar sua liberação dentro dela. Ele sabia que se não tivesse sido revestida de uma camisinha, teria perdido completamente o controle de sua resposta.
Ela afundou seus quadris com seus curtos, rápidos golpes. Então se inclinou e sussurrou:
— Quando eu gozar, você goza.
— Senhora, — ele gemeu.
— Hum? — Ela murmurou em seu ouvido.
— Posso tocar você? Por favor, Senhora? — Sua voz era baixa e rouca enquanto seus dedos doíam para tocar sua pele.
— Você pode, — ela murmurou.
Ela arqueou para trás e ele deslizou os dedos até sua coxa e alcançou o clitóris. Ele pressionou no início, mas depois rolou e levantou o pequeno botão entre o polegar e o dedo indicador, com curtos, destacados apertões. Creme fresco inundou seu canal e pingou sobre suas bolas. Sua respiração parou enquanto ele lutava para recuperar o controle de seu corpo. Em seguida, seus quadris começaram a rolar mais rápido e mais sobre seu pênis. Desesperadamente, ele acompanhou-a sincronizando o apertão sobre seu clitóris, com a ação de seu corpo. Ela fez um som de lamento que enviou eletricidade por ele e sua boceta apertou em torno dele em um duro orgasmo. Com mais um impulso para cima, ele explodiu, seu sêmen encheu o preservativo ao ponto que ele se preocupava se não iria segurá-lo.
Seu corpo continuou a convulsionar em torno dele e ele manteve a fricção em seu canal, até que ela diminuiu e relaxou. Ele estendeu a mão e colocou-a sobre o coração. O batimento sob sua pele deu-lhe um sentimento de satisfação. Ele fez seu batimento cardíaco irregular, estava batendo erraticamente como o dele agora.
Ela ergueu o corpo fora dele e olhou-o com os olhos semi-cerrados.
— Você fez um bom show. — Sua mão estendeu, e soltou a coleira em seu pescoço. Sinalizou o fim do jogo, e Christian resistiu à vontade de agarrar a mão dela, impedi-la de terminar seu tempo juntos.
Ela ajeitou a saia, pegou a calcinha e balançava quando ela caminhou para fora da gaiola. - amanhã à noite. Esteja aqui. Em tempo e pronto para mim neste momento. - Os saltos de suas botas estalando no silêncio que se seguiu. Vinte pessoas ficaram em volta da jaula, em silêncio, atordoadas.
Ele deitou de costas e olhou para o teto, seu sêmen escorrendo do preservativo que havia afrouxado seu pau, agora que foi gasto. Não havia nenhuma maneira de ele voltar. Medo substituindo o bem-estar. Esta mulher viu muito. Era muito intensa, muito. Ele não estava preparado para algo assim. Ele deixaria uma nota agradecendo a ela e, em seguida, ficaria longe do clube por um tempo. Mesmo enquanto esses pensamentos corriam por sua mente, ele sabia que estaria de volta. Fechou os olhos e gemeu. Ele precisava dela. Nenhuma outra mulher tocou-o do modo que ela tinha. Mas ele não significava nada a ela, apenas um brinquedo, um submisso temporário em seu mundo de chicotes e vibradores. Com cuidado, ele levantou-se e tropeçou fora da jaula.
* * *
Tinha tomado toda a força e todos os anos de formação como uma Domme para Pamela caminhar calmamente. Enquanto ela caminhou para fora do clube, a boceta molhada e pulsando lembrou de quão importante ela deixou escapar o controle. Talvez tivesse sido porque a maioria dos jogos que tinha feito recentemente, havia sido dominando mulheres. Talvez ela tivesse sido instigada pela multidão silenciosa, que emprestou energia para tudo o que ela fez.
Mas não era qualquer uma daquelas coisas.
Aquele homem preencheu o vazio e dissipou a solidão que a tinha conduzido para São Francisco, em primeiro lugar. Suas mãos tremiam quando ela deslizou no assento do motorista de seu carro. O que ela estava pensando? Ela veio aqui para jogar. Não estava procurando encontrar algo mais profundo que o lugar de poder que se passa entre um submisso e sua Senhora. Certamente não qualquer apego emocional.
A viagem de volta ao apartamento de sua amiga estabilizou seus nervos. Ela estava no controle. O homem debaixo dela não importava. Ninguém no clube sabia que ela nunca tinha tido sexo em público dessa forma antes. Ela tinha homens lambendo seu clitóris para relaxá-la, mas para pegar o preservativo e foder um homem na frente de vinte estranhos não era seu estilo. Foi à maneira que ele tinha se controlado, se segurado. Foi à maneira que seu rosto estava tenso e sua mandíbula apertada para ganhar controle de seu pênis. Por ela. O fato de que ele parecia querer tocá-la, obedecê-la, ser um com ela.
Pare com isso! Ela não era mais uma jovem novata. Tinha estado nesse estilo de vida desde seus vinte anos. Então, por que esse homem testava seu controle suado? Por que ela queria arrastá-lo para um canto e marcá-lo?
Era ele. Algo na maneira como se apresentou para ela, a levou a querer possuí-lo. Ela vira outras Dommes caírem vítimas daquele poder. Mesmo o famoso David Peters havia sido quebrado no final. Ela tinha visto o modo submisso que faria qualquer coisa por uma Domme. Qualquer coisa. Seu irmão tinha feito isso e pagou o preço mais alto de todos.
Ela empurrou os pensamentos. Não tinha viajado mil e seiscentos quilômetros para afogar as lembranças?
Enquanto virava a chave do apartamento da amiga, tomou a decisão. Estava indo para casa. O Natal seria em três dias. David estaria tendo sua festa anual na véspera de Natal. Tomaria uns martinis e esqueceria o submisso relutante no A Jaula.
Sem retirar sua roupa do clube, ela chamou o número de Davis. Quando ele atendeu, ela sentiu um grande alívio.
— David, estou feliz por pegar você em casa.
— Estou em casa geralmente à meia-noite. O que há de errado?
Ela não tinha percebido como era tarde. Sentindo-se tola, gaguejou um pouco.
— Eu acho que vou estar em casa para a festa de Natal depois de tudo, — disse ela. Sua voz soou alta e tensa, até para si mesma.
Após um momento de silêncio, David voltou a perguntar:
— O que há de errado, Pamela? — Sua voz era suave e persuasiva. Seu lábio inferior tremia.
— Eu-eu não tenho certeza. Eu conheci um homem.
— Na Jaula?
— Sim. — Ela parou, sem saber como explicar, descrever o que Christian fez para ela, para revelar como ela tinha se tornado viciada nele.
— E ele balançou você.
— Sim — ela soluçou.
— O que aconteceu?
Com os nós dos dedos brancos ao redor do receptor, disse a David sobre seus encontros com Christian. Ela tropeçou na descrição da forma como ela transou com ele ali mesmo, na frente de quem quisesse assistir. Ela fechou os olhos e esperou.
— Parece que ele é um talentoso submisso.
Raiva se atirou através dela, como um relâmpago.
— Não é assim!
— Ele é um estranho, não é? Isso torna mais fácil.
— O que você quer dizer? - Ela retrucou.
— Você não tem que cavar mais fundo, se é alguém que você não dá uma merda sobre ele.
— Você é um imbecil.
— Não, eu estou certo. Não venha para a minha festa para fugir de si mesma.
— David.
— Me ligue quando chegar em casa. — A ligação desligou.
Pamela olhou para o telefone desligado. Que canalha! Aquele desprezível de coração frio. Ela não ia voltar para o maldito clube. E nada das manipulações de David poderia fazê-la.
— Rasteje. — Seu pedido foi emitido em uma voz dura, tensa.
Novamente com o rastejamento. Ok, ele conhecia alguns Dominantes que gostavam de fazer seus submissos engatinhar, mas com Mistress Dane parecia um teste. Que diabos era aquilo? Mesmo que sua mente interrogasse, ele caiu de quatro e levantou a coleira até ela. Por um momento, ela não aceitou, mas depois deslizou os dedos nos dedos das mãos dele, e enrolou em seu pescoço. Os pinos se cravaram em sua pele e dor se arqueou através dele. Mas do jeito que o abraçou, a maneira que cheirava a ela, manteve seu pênis duro como aço. Ela puxou a coleira, e ele rastejou por trás dela, sua tentadora bunda, o enlouquecendo. Sua boca molhou e seu pau inchou. Meu Deus, ela era fantástica. O balanço de seus quadris, a confiança do seu porte, tudo.
Um homem saiu das sombras. O olhar contraído dele fez os dois pararem, Chris apertou os lábios, mas ele teve o cuidado de manter a cabeça abaixada. Ele tinha visto aquele homem antes. O cara era um submisso, mas que gostava de foder com Dommes feminino. E não de um jeito bom. Ele só não conseguia escapar daquilo no A Jaula.
— Senhora, eu me apresento. — Ele curvou-se. Chris prendeu a respiração. Outro homem na mistura não faria muito por ele, embora ele não se oporia se ela quisesse.
— Agradeço, mas eu gosto de me concentrar em um submisso ao mesmo tempo. — Sua voz era cautelosa.
— Ele não é submisso, — Zombou o homem para ela.
Grande erro, cara. Chris, em sintonia com ela, em um grau assustador, sentiu raiva sair dela em ondas.
Ela estalou os dedos e Chris rastejou perto. Ela olhou para o intruso.
— Para mim ele é um submisso. Eu estou bem ciente que não é sua escolha usual, mas ele foi totalmente adequado para mim. Ao contrário de você. É interessante que você iria zombar dele. — Ela inclinou a cabeça para o lado. —Talvez você inveja sua capacidade de ser ambos e nenhum?
Raiva cobriu o rosto do outro homem.
— Eu lhe desejo sorte. Talvez ele possa treinar você.
Christian esquivou um olhar a seu rosto. Ela ergueu as sobrancelhas.
— Eu lhe asseguro, eu aprendo com todos aqueles com quem jogo. Talvez essa seja uma prática que você poderia tentar. — Ela puxou a coleira e eles se afastaram.
A Jaula tinha poucos patronos, e ela o levou para o centro novamente. Ela tirou o cinto na calça e estalou.
— Sente-se em seu quadril.
Ele sentou-se e ela algemou seus pulsos atrás das costas com o cinto. Ela apertou tão firmemente que mordia sua pele, ainda que isso só o fez mais quente. Correu as unhas em sua pele e seus músculos saltaram. Ela olhou para ele.
— Eu vou ver o quão bem você segue as instruções hoje à noite.
Atrás dela, a multidão havia crescido. Um silêncio estranho fluiu através deles. A música hipnotizante que estava no fundo se levava em torno deles como uma trilha sonora que o acompanha. Era mal-humorado e intenso. A trilha sonora apropriada para essa noite.
Chris focou o olhar em um pequeno espaço na frente de seu colete, onde os laços eram frouxamente unidos. O vale entre os seios estava sombreado e o perfume inebriante de excitação feminina chegou a suas narinas. Seu silêncio seria para comunicar-lhe que ele esperava sua instrução, o desejo dela.
Pela primeira vez em sua vida a energia que ele tinha ouvido outros falarem, e outros experienciarem, o levantou. Tanto poder e impotência se combinando dentro dele e expandindo. Uma vez ele tinha ouvido uma mulher descrever algo chamado-subespaço. Era uma palavra espalhada em torno dos clubes BDSM, mas ela realmente deu a descrição. Sua voz flutuava em sua mente agora. É como se o universo inteiro está em minhas mãos, mas posso liberá-lo porque alguém vai me segurar para mim. É a força e fraqueza, tudo e nada. É o momento do nascimento e se sente como a morte. Neste momento, com suas mãos atadas e essa mulher elevando-se sobre ele, as palavras voltaram a assombrá-lo. Agora ele entendia. Não havia nada que ele não faria para ela, sua Senhora.
Ela levantou seu pé calçado com a bota, e cravou o salto em seu ombro, enquanto se equilibrava em um pé, e em seguida, enganchou a perna em volta do pescoço. Sua mão cavou em seu couro cabeludo e arrastou até seu nariz ficar enterrado em sua virilha docemente cheirosa, debaixo de sua saia de couro. Inspirou, desesperado para prová-la, tocá-la. Mas quando a língua passou rapidamente para fora, ela estapeou sua bochecha com a outra mão.
— Eu não lhe dei permissão, Christian. — Ele estremeceu quando ela disse seu nome completo.
De seus lábios que era sexy e quente.
Sua perna caiu para o chão.
— Você vai remover minha calcinha com os dentes. Nenhum outro toque.
Suor estourou em sua testa enquanto ele arrumava os joelhos para empurrar sua cabeça sob a bainha da saia. Ele conseguiu colocar seus dentes no material, mas quase perdeu o equilíbrio quando sua boca teve um gosto de sua essência. Enquanto ele deslizou as calcinhas abaixo suas pernas, ela passou as unhas nas costas dele e ele quase gozou em suas calças.
Por assim dizer, seu pau pingou e mostrou uma mancha molhada na frente de suas calças. Ele arrastou suas roupas íntimas sobre suas botas, e ela levantou um pé e depois o outro. Desajeitado, ele lutou para se endireitar. Com sua tanga nos dentes, ele inclinou o queixo para apresentar a ela. Ela enrolou, e conseguiu empurrá-la mais perto de seu nariz antes de jogar de lado. Mais uma vez, levantou sua perna e o calcanhar pressionou no lado do pescoço, empurrando-o para baixo até que seu nariz estava contra o chão.
O estalo de um chicote penetrou seus sentidos e seu pênis esticou. Estava prestes a explodir. Com uma inspiração longa, ele tentou obter o controle. Pela primeira vez, ele queria gozar para alguém. Todas essas outras vezes que tinha sido um submisso, ele tinha ido com os movimentos de obediência, mas esta era a primeira vez que a obediência fazia parte da experiência sexual para ele. Era estranho considerar isso enquanto seu nariz estava pressionado contra o chão.
Controlado golpes em suas costas adicionaram o cheiro de seu gozo e a excitação dela, e seu pau doía por se segurar. Quando ela chicoteava, ele rodava os quadris como se estivesse fodendo no chão. Apenas sua determinação retinha seu orgasmo.
Quando ele achou que não poderia receber mais nada sem gozar em cima de si próprio, ela parou.
— Excelente Christian. — Ela entrou na frente dele e escanchou sua perna em volta do pescoço dele novamente. — Agora, lamba-me até que eu goze. Dê a estes expectadores um bom show. — Sua voz rolou sobre ele. Ele tremia um pouco quando ela levantou a saia para que todos pudessem vê-lo trabalhar o clitóris. Embora estivesse ansioso, ele saboreou o momento. Seu perfume era o suficiente para enviar seu pau em sobrecarga, mas ele queria agradá-la, fazê-la gozar. Ele passou a língua no interior de sua coxa e trabalhou seu caminho em direção ao seu objetivo final. Ela era rosa, perfeita, latejante. Ele notou como tremia o capuz sobre seu ereto clitóris. Sua respiração soprou sobre sua pele e ela suspirou. Ele passou a língua lentamente de sua chorosa entrada para o clitóris, saboreando seu creme. Nada poderia ser melhor. Era doce e salgada, com um sabor picante que era exclusivamente dela. Ele balançou a ponta da língua sobre seu clitóris em um toque rápido e rítmico. Suas coxas tremiam e ele aumentou a pressão e a velocidade. Quando ela pareceu perto de voar sobre a borda, ele chupou seu clitóris em sua boca e raspou a carne sensível com seus dentes. Ela gemeu, e de repente explodiu em sua boca. Era como uma cachoeira de celeste líquido. Gemia enquanto lambia cada gota, apreciando o sabor e o cheiro.
Ela correu a mão pelos cabelos dele em lentos, apertados círculos, enquanto empurrava em sua boca e seu orgasmo ia de novo e de novo. Ele olhou para cima, e a visão quase o fez jorrar. Seu cabelo escuro estava jogado para trás como uma cortina abaixada, seus olhos estavam fechados e seu rosto estava inundado de prazer intenso. Era absolutamente maravilhoso, espiritual. Ele não poderia descrever sua própria alegria incrível em sua expressão de prazer.
Ela olhou para ele e seus olhos castanhos o estudaram.
— Muito bom. — Ela afastou-se dele devagar. — E você não gozou. Você é um tesouro. — Ela sorriu levemente. Ele deixou cair seu olhar em subserviência. Por que não pediu-lhe para deixá-lo gozar?
Porque se ele se afastasse hoje à noite com uma fodida ereção, ainda seria a experiência sexual mais incrível que ele já teve. Seus pensamentos estavam girando, confusos, desfocados. Ele não entendeu, mas não se importou.
— Você quer gozar, Christian? — Sua voz era suave e as unhas raspavam sobre os ombros.
— Se você desejar, Senhora, — ele gaguejou.
— Onde você quer gozar? — Perguntou ela como se estivesse curiosa. Não havia nada em sua voz que mostrasse que ela tinha acabado de ter um orgasmo intenso. Ele tinha imaginado?
— Onde quer que você deseje, Senhora, — disse ele, sua voz rouca. Seus braços estavam doloridos de ser hiper-puxados nas costas e suas bolas latejavam enquanto ele lutava para segurar sua liberação.
O cinto soltou e suas mãos estavam livres, mas ela disse nenhum outro toque. Ele sacudiu os dedos para circular o sangue de volta neles. Ela colocou a bota em seu ombro e empurrou. Ele caiu de costas no chão.
Continua..
Que diabos acabou de acontecer? Chris ainda estava de quatro no meio da gaiola. Quando a mulher se aproximou dele, ele não podia acreditar em sua sorte. Ela era alta, com cabelo escuro longo e reto, ele achava que poderia ser uma peruca e intensos olhos castanhos, que viam mais do que ele queria.
Por um capricho, para o Natal, ele renovou a sua adesão ao clube A Jaula, embora ele não gostasse de cenas tão lotadas assim. O trabalho tinha sido estressante. Como consultor de segurança com as empresas de grande nome do computador como clientes, ele não tinha muito tempo para relaxar. A Jaula supostamente era para ajudá-lo com isso. O que foi um choque ao descobrir aquela liberação e ainda ser ajustado. Tudo porque uma mulher tinha quebrado sua resistência. Suas pernas tremiam enquanto ele cambaleou aos seus pés.
Nos dez anos que tinha estado nesse estilo de vida, ele tinha sido dominante e submisso, curtindo ambos os caminhos para o prazer. Mas nenhum submisso tinha feito sentir-se tão poderoso como um submisso para ela, como se sentiu à noite. Aqueles momentos que ele soube que sua submissão a deixou molhada, deu-lhe uma descarga de adrenalina. Seu cheiro estava em seu pescoço. Ela marcou-o com seu cheiro e o colar que tinha colocado sobre ele. Ele esfregou o pescoço e puxou a calça.
Abstratamente, ele compreendeu a troca de energia. Ele estava ciente dela entre dois jogadores, mas nunca tinha experimentado. Como Dominador, ele não conseguia o mesmo prazer da submissão que outros Dominantes conseguiam. No fundo, era a dor que o excitava.
Até hoje à noite.
Ele acenou a um dos responsáveis do clube e ficou em instáveis joelhos. Jesus, ele sentiu como se tivesse sido sugado. Demorou alguns instantes para o seu sistema nivelar e ele reuniu seus pertences de um cubículo perto da frente do clube. Ele tropeçou em direção à porta e para seu carro. A mulher tinha despojado-o de seu controle, sua habilidade de pensar, tão rápido que ele tinha sido dela antes de bater os joelhos no chão.
Amanhã à noite. Seu coração batia. Seus pensamentos giravam fora de controle quando ele se atrapalhou com as chaves. Toda sua vida, ele tinha tido conhecimento de que algo estava faltando, algo diferente sobre as suas necessidades. Ele vagou no estilo de vida com alguma idéia que ia encontrar a resposta para o vazio que o enchia. A dor parecia ser a coisa que ele precisava, mas mesmo que parecesse… Incompleta.
Até hoje à noite.
O fato de ser submisso poderia ser o seu caminho para a totalidade, o sacudiu. Ele atravessou a arrasadora chuva de inverno, negociando o tráfego pesado de São Francisco, e seus batimentos cardíacos diminuíram um pouco. Deve ter sido um acaso, apenas as férias fodendo com sua cabeça. Era isso. Ele deslizou em sua garagem, subiu no elevador e inclinou-se contra a parede. Ele não iria voltar. Agora que seu cérebro tinha o sangue de volta, em vez de suas regiões inferiores, ele viu a estupidez em voltar. Ele não era submisso.
Era?
Capítulo Dois
Mais uma olhada para o relógio e Chris sabia que seu cliente iria adivinhar que ele estava com pressa. O homem de terno virou outra página de preocupações de segurança e continuou monotonamente. Finalmente, o homem fechou o negócio. Chris apertou a mão do cliente e sorriu.
— Tenho certeza que posso resolver todos seus problemas, Sr. Wrayburn.
— Você vem altamente recomendado, Sr. Nolan. — O homem não sorriu e sua mão estava mole como espaguete.
— Quando podemos esperar a sua estimativa?
— Eu mando para você por fax amanhã de manhã. — Ele praticamente empurrou o homem para fora de seu escritório. Ele varreu o documento final e pegou sua pasta enquanto corria para o elevador. Ele bateu o pé com impaciência enquanto o carro parecia arrastar as quinze quadras abaixo pela rua.
O sol mergulhou abaixo da linha do nevoeiro conforme a noite aumentava. A tempestade tinha clareado, e um ar quente se arrastava do nevoeiro na baía de São Francisco e cobria as ruas com um mistério de outro mundo. Chris tomou um momento para desfrutar da neblina. Ele adorava a maneira como o ar estava pesado com a umidade e o cobertor fino escondia os edifícios como às pinturas borradas.
Uma noite sem dormir cheio de fantasias eróticas de sua amante tinha terminado finalmente com a manhã cinzenta. Todos os pensamentos de não ir ao clube, de não encontrar a Domme misteriosa outra vez tinham fugido quando a luz da manhã tinha silenciado através do nevoeiro e serpenteado através de sua janela. Mesmo que ele ostentasse uma enorme ereção da manhã, ele deixou-a dura e desejando enquanto tomou banho e se vestiu. Mas quando ele tinha empurrado através das portas de vidro do prédio de seu escritório, tinha determinado que não ia ficar de joelhos para a dominante misteriosa outra vez. O clube estava apenas a uma curta distância do seu escritório, então ele estacionou seu carro no estacionamento do clube e caminhou para o trabalho. Claro, ele mudou de ideia três ou quatro vezes, enquanto caminhava.
Durante todo o dia ele tinha ido e voltado sobre o que faria depois do trabalho. Mas à medida que o dia diminuía, ele não podia parar a antecipação sexual que pouco tinha a ver com o fato de que a mulher tinha um corpo de babar. Ele queria aquele chicote, a bota em seu corpo, a vagina se esfregando em seu pescoço. Nada disso tinha a ver com as coxas bem formadas ou a fenda sexy onde a vagina molhava sua calcinha. E esses olhos, exigentes, marrom chocolate, intensos. Eles o assombravam enquanto o dia terminava.
Ele chegou ao clube em tempo recorde e sem fôlego. Quando entrou, o divertido olhar de Dominique o varreu.
— Ela não está aqui ainda.
— Eu poderia ter minha coleira? — Ele perguntou enquanto manteve o olhar abaixado. Dominique era dominante que não exigia o respeito, mas comandava.
— Há quanto tempo você vem aqui, Chris?
— Dez anos, Mistress.
— Isso tudo? — Ela parecia surpresa. — No entanto, ninguém encoleirou você por mais de uma noite?
— Não, senhora.
Ela colocou o colar em cima do balcão, mas quando ele agarrou a mão dela segurou a dele.
— Olhe para mim, Chris. — Seu olhar se empurrou para o rosto dela. A carranca dobrava sua testa. — Eu já vi você. Você sempre manteve leve. Achei que você estava jogando aqui por suas próprias razões. — Seus olhos azuis brilhavam perigosamente. — Mas o que eu vi ontem à noite era sério. Se você não tivesse sido um membro, eu teria interferido. — Ela soltou sua mão. — Mistress Dane é altamente recomendada para nós, mas eu não a conheço. Você precisa ser cuidadoso, Chris. Tanto quanto sei, Mistress Dane joga pelas regras, mas é muito intensa. Se você está procurando mantê-lo leve, ela não é a pessoa certa para você.
Uma mistura de medo de que Dominique ia separá-lo de sua Domme, e gratidão que ela queria protegê-lo, o fez tropeçar em suas palavras.
— Eu-eu por favor, senhora, eu não tinha a intenção de — Ele não sabia dizer o que precisava dizer.
O rosto dela usava uma carranca pensativa.
— Vou recomendar a Mistress Dane que ela mantenha suas sessões públicas.
Ele abaixou a cabeça e balançou.
— Sim, senhora.
Ela bufou.
— Você diz a palavra, mas não queria dizer isso. Com ela a palavra Senhora significava algo, não?
Confusão, medo e expectativa, todos se abalavam através dele. Ele olhou para Dominique e algumas de suas emoções misturadas devem ter se mostrado. Ela balançou a cabeça lentamente.
— Você está em um mau bocado. — Ela virou bruscamente e se colocou em seu escritório.
— Você ainda está vestido, — Uma voz rouca, que ele conhecia como a sua própria soou atrás dele.
Ele virou e logo baixou o olhar para suas botas.
— Sim, senhora. — Merda. Dominique estava certa.
Sua voz soou diferente, rouca, mais intensa, quando ele falava Senhora para esta mulher.
— Concerte isso, — Ela retrucou.
Ele não hesitou. Com movimentos rápidos e econômicos, tirou os sapatos, a jaqueta e a camisa. Suas mãos se atrapalharam com o cinto e ela parou com os dedos.
— Deixa isso. Pegue suas coisas.
Correu as unhas sobre as costas quando ele se agachou para recuperar suas roupas e ele engasgou. Ele sentiu sua excitação e sabia que sua obediência instantânea a excitava. Suas mãos coçaram para afagar sua pele, tocar seus seios, lamber seu clitóris. Nunca em sua vida, ele tinha querido, não, necessitado, tanto de uma mulher.
— Coloque as roupas lá. — Ela apontou para o cubículo em uma parede ao lado da jaula. Ele obedeceu e ficou descalço, sem camisa na frente dela. Ela estava vestida de forma diferente esta noite. O espartilho foi substituído com um colete de couro com amarras que lhe deu uma visão tentadora de seus mamilos. Uma saia de couro apertada atingiu apenas acima dos joelhos e meias cobriam as coxas perfeitas. Ele queria desesperadamente mergulhar nas trevas debaixo da bainha e ver que segredos ela guardava.
Continua
No seu caminho, ela pegou um chicote e uma luva fixada a mesa de acessórios perto da entrada. Ela estalou o chicote e diversos fregueses começaram a prestar atenção. Chris chegou ao centro da gaiola, o comprimento de um braço dos demais dentro da gaiola, e ela disse.
— Pare.
Ela montou sobre ele, sua vagina aqueceu e esquentou, através de sua calça. Ela cravou as longas unhas em suas costas, e ele arqueou-as nelas. Ela arranhou-o com longas, esticadas unhadas, que deixou marcas vermelhas em sua pele. Pelos deslocados gemidos que vinham do fundo de seu peito, ele estava excitado por suas ministrações. Ela deslizou a luva sobre sua mão. Pequenos pinos com extremidades arredondadas saíam das palmas das mãos e dedos. Ela raspou sua coluna, e ele empurrou seus quadris para frente. As linhas vermelhas marcavam sua pele e ele começou a ofegar. Seu próprio coração começou a bater forte.
Com um pé equilibrado no chão, ela balançou a outra perna e então montou em torno dele para trás, suas unhas e os pinos arranhavam seu traseiro apertado. Ela amava seu traseiro. Era perfeito, tenso e afundado dos lados na definição de sexy. Ela inclinou-se e mordeu forte o suficiente para marcá-lo. Ela o alcançou com a mão sem luva, e apertou o botão para abrir sua calça. Um movimento de seu pulso removeu a luva da outra mão. Ela queria sentir sua pele, quando o castigasse. O zíper pareceu soar alto na jaula, mas ela estava muito voltada para a resposta do homem debaixo dela para observar seu entorno. Ela facilitou as calças para baixo até que deslizou dos joelhos. Ele tinha ido nu, então ela não precisava se preocupar com roupas íntimas. Ela agarrou seu pênis na mão e deslizou as unhas sobre sua superfície. Ele girou seus quadris e sua outra mão deu um tapa no traseiro dele com um estalo.
— Mantenha-se parado.
Seu corpo congelou.
Ela acariciou-o com uma mão segura, acariciou suas bolas, cravou as unhas em sua carne. O corpo dele tremia com o esforço de se manter parado. Pré-sêmen vazava da fissura na cabeça de seu pênis. Ele era um homem grande, enorme. Ela imaginou empalar a si mesma em seu impressionante tamanho e tocando todo o caminho dentro dela. Ela lutava por controle, enquanto continuava lentas, fáceis caricias e inalava o cheiro de seu suor.
— Senhora, por favor — Ele tremeu e pediu. Ela sorriu. Agora ele iria pedir para deixá-lo gozar. Este poderia até pedir um oral. Os arrogantes sempre faziam. Especialmente aqueles arrogantes com um pau grande.
— Você pode falar. O que você me implora?
Ele engasgou um pouco e os músculos ficaram tensos sob seu corpo.
— Por favor, senhora, deixe-me tocar em você.
Sua cabeça chicoteou ao redor para olhar o pescoço dele curvado. Ele pediu para tocá-la? Não para gozar. Mas, para deixá-lo tocá-la? Seu pedido não só fez apertar sua boceta, mas apunhalou seu coração. Esse era um lugar que ela não queria ir. É apenas sexo.
Cautelosa, ela moveu seu peso até que sua quente, úmida vagina repousasse sobre seu pescoço. Ele iria senti-la lá, pulsando.
— Diga-me o que você faria se eu permitisse que você me tocasse. — Ela manteve uma carícia mais leve em seu pênis que cresceu mais com suas palavras.
Sua voz era baixa e tensa.
— Iria desatar seu corselete nó por nó, até que seus seios derramassem em minhas mãos, e eu pudesse lamber seus mamilos. Acariciaria o interior de seu pé com a minha língua e deslizaria em sua perna até chegar a seu clitóris molhado. Eu ia chupar sua boceta até que gozasse na minha boca, e então eu lamberia cada gota do seu gozo.
Inadvertidamente, a mão dela acelerou em suas palavras. Jesus. Sua voz era profunda e sexy, mas as palavras, as promessas. Ela tinha que ganhar o controle aqui. Ele estava em seu comando.
— Então implore. Eu posso conceder esse desejo. Talvez sim, talvez não.
Ele ficou parado abaixo dela, balançou os braços, seu pênis esticou na mão. Com um gemido, ele desistiu.
— Por favor, Senhora. Eu imploro. Deixe-me tocar você. Deixe-me servi-la.
Ela sondou seu ânus com a outra mão. Sua respiração sibilou quando ele inalou.
— O que você está fazendo?
Ela tirou a mão, e bateu com força em suas nádegas.
—Você vai pedir permissão para falar.
—Senhora, posso falar? - Ele rosnou.
—Você pode, — Ela disse enquanto um dedo escorregou dentro de seu ânus. A resistência não era forte. Ela estendeu-o, sondou-o e observou como seu quente pau se sacudiu na outra mão.
— Que diabos você está fazendo? — Ele vociferou.
— Estou brincando com seu traseiro.
— Eu não gosto de jogo anal, — Ele disse sem rodeios.
Seu pau disse outra história. Ela acrescentou um segundo dedo e seu pênis sacudiu e torceu. Mais sêmen gotejou da pequena fenda. Ela limpou a semente da cabeça de seu pênis e acrescentou a seu ânus. Facilitou sua entrada ainda mais. Ele resmungou um pouco, o som vibrando de dentro dele. Ela estendeu os dedos mais rápidos e acariciou seu pênis ao mesmo tempo com seus impulsos.
— Você está mentindo. Você não deve mentir para mim. Vou castigá-lo por isso.
— Eu disse..
— Eu ouvi o que você disse. Eu também ouvi o que você não disse, — ela retrucou, mesmo que manteve o ritmo rápido em sua bunda e seu pênis. — Diga a palavra-segura se você quiser que eu pare. — Ela acrescentou um terceiro dedo. Seus músculos apertaram em torno deles, mas seu pênis pulsou em sua mão. Ele estava tão perto de gozar.
Ele diria a palavra-segura? Com alguns homens não era que o sexo anal não fosse excitante, mas ele parecia muito humilhante, muito degradante. Como poderia Christian saber que, para uma Domme como era, foder seu traseiro era maravilhoso, sexy, sensacional? Dava-lhe poder. No fundo daquele canal estava o lugar que iria mandá-lo em espiral. Ele gozaria tão duro, que seu clímax respingaria por todo o chão e as gotas salpicariam suas pernas e botas. Mas a sua resistência à sua exploração era excitante também. Havia poder em deixar um homem tão quente que ele deixaria uma mulher foder seu traseiro com os dedos. Lentamente, ela deslizou sua boceta quente ao longo de sua espinha e ele gemeu.
— Bem, Christian?
— Senhora, — Ele gemeu e sua cabeça caiu.
Os dedos dela bateram mais profundo em seu ânus e a ponta de sua unha alcançou sua próstata. Ela apertou e ele gritou, jogou a cabeça para trás. Ela tirou os dedos.
— Eu lhe disse para ficar quieto.
— Senhora, por favor, deixe-me tocar em você. Deixe-me tocar em você, — ele sussurrou.
— Você pode mover sua mão para tocar o meu joelho, — ela permitiu. Suas suplicas a deixaram molhada, pingando, quente. Deus, ela o queria. Ela queria gozar em suas costas, e deslizar seus sucos em cima dele, marcá-lo como seu. Esta era uma resposta tão rara, que ela ainda parou por um instante.
Sua mão acariciou o interior de seu joelho e chegou para a parte traseira de sua perna. Ele acariciou seu joelho com os dedos longos e capazes. Enquanto a mão rastejou acima, ela se moveu, então um pé estava no chão e um tornozelo descansava em seu pescoço. Mesmo com a calça de couro grosso, seus dedos deixaram um rastro de fogo, pois eles deslizaram por sua vagina aquecida. Mesmo com sua calça, a sensação do seu toque enviava calor radiante.
— Eu disse, meu joelho. — Ela levantou-se. — Agora você vai ter que ser punido.
Antecipação infiltrou-se através dela. Ela queria fazê-lo gozar em sua punição.
O chicote que tinha conseguido deitava descartado no chão ao lado dele e ela agarrou-o. Com um estalo, ela o preparou para o que estava por vir. Mas em vez de golpeá-lo imediatamente, ela deslizou as tiras sobre suas costas e sua bunda. Ele tremia e um arrepio apareceu na sua pele. Um movimento de seu pulso e bateu as cordas contra suas nádegas. Novamente, ela o golpeou. Ele empurrou seus quadris para frente e as costas arquearam. Mais e mais, ela golpeou as tiras contra a sua pele. Deus, sua pele avermelhada era sexy. Seu pênis sacudiu quando ele jogou a cabeça para trás de prazer. Ela aumentou a velocidade de seus ataques até que ele gemeu um grito de lamento. Em seguida, com facilidade praticada, ela parou e empurrou dois dedos em seu ânus e bateu naquele local interior.
Suor se juntou em sua testa e ela poderia dizer que ele se segurou. Por ela. Ela se inclinou para perto de sua cabeça, seus dedos ainda atolados em seu traseiro.
— Goze para mim, Christian, — Ela sussurrou.
Ele explodiu, seu sêmen batendo no chão com um som de gotejamento, o cheiro quente e almiscarado. Os músculos em torno de seus dedos apertados e espremidos. Seus quadris impulsionaram mais rápido quando ele continuou a gozar em uma longa contração. Então sua cabeça caiu, e ele ofegou por respiração.
Ela tirou os dedos devagar e com cuidado e pegou o chicote e a luva. O cheiro do seu clímax era avassalador e erótico. Seria abastecer sua fantasia essa noite enquanto ela usasse um vibrador em sua ardente vagina. Ela revirou os dedos em seus cabelos com a mão livre e puxou sua cabeça para trás.
— Eu vou estar aqui amanhã à noite. Apresente-se se desejar. — Seus dedos tremeram quando ela tirou a coleira de seu pescoço. A pele dele estava quente, com suor e ela ansiava lamber cada gota, porém o show tinha acabado.
Continua.
Afaste-se. Fuja da solidão. Do silêncio.
Enquanto ela empacotava, planejou. São Francisco. Ela iria para lá. Perguntava-se se Valerie estava saindo da cidade. Valerie tinha um apartamento na cidade e Pamela podia ficar lá. Sim, uma cidade maior, mais movimentada. Isso era o que ela precisava para o Natal.
Luzes piscaram enquanto o Club Jaula mantinha a ilusão de velas com lâmpadas elétricas. O olhar de Pamela disparou sobre os clientes. Não muitos Dominantes e diversos submissos. Essas eram as probabilidades que gostava. No balcão estava uma árvore de Natal pequena, cerca de dois metros de altura. Divertidamente, os ornamentos eram minúsculos chicotes e algemas.
Ela fez um caminho mais curto para o proprietário do clube. Ela conheceu Dominique anos antes através de David, e agora aquele encontro estava sendo recompensado. Tinham dado a ela um passe gratuito para os feriados de Natal e acesso a salas privadas. Os novos membros eram muitas vezes restritos, mas ela foi saudada por causa da palavra de David. Seu espartilho de couro apertou insuportavelmente quando ela se abaixou para limpar a chuva de suas botas pretas. Suas calças apertadas, peruca preta e maquiagem pesada eram seu traje, seu disfarce. Ela vestia o traje de forma que nenhum submisso iria confundi-la por outra coisa. Ela era Mistress3 Dane neste mundo e cada centímetro seu gritava o fato.
No centro do clube havia uma grande área cercada por grades de ferro forjado. Um grande sinal acima da entrada, dizia — A Jaula — e dentro dos limites haviam vários grupos de pessoas, algumas em pé, algumas de quatro. Chicotes, varas e chibatas eram empunhadas com perícia. Dominique seguiu seu olhar, seus olhos azuis iluminando com antecipação.
— David lhe disse sobre a nossa cela?
— Não, ele não disse.
— É geralmente o primeiro passo para recém-chegados. Aqui eles podem praticar, jogar, descobrir um ao outro sob o atento e sensual, olhar dos outros. — A voz de Dominique estava fumegante. — Os sons e os cheiros são a parte mais memorável do meu clube.
Pamela poderia muito bem acreditar. Enquanto um homem açoitava duas mulheres, outro homem estava apenas fora da gaiola e acariciava seu pênis. Outro macho Dominante prendia grampos nos mamilos de uma mulher inclinada que gritou e aumentou o prazer dos outros. A bofetada do açoite e os gemidos dos que recebiam enviaram o homem que se masturbava, ao longo da borda, e seu gozo se derramou sobre a toalha em sua mão, o rosto contorcido de prazer.
Era muito mais cru, mais grosseiro e menos controlado do que o calabouço de David. Pamela sorriu. Talvez isso fosse o que ela precisava. Dominique apontava para uma área perto do lado direito da gaiola.
— Esses quatro aí combinam com seu questionário. Eu pedi a eles para esperar.
— O que você disse a eles?
— Somente que você é uma Domme visitando e gostaria de jogar. — Dominique olhou para ela. — Eles estão todos… Soltos.
Com um aceno rápido, Pamela se afastou do balcão. Ela examinou os submissos que Dominique tinha escolhido e viu um homem no canto. Ele não se acariciava, mas olhava paralisado para a mulher ajoelhada. Sua ereção se projetava na calça e ele não usava camisa. Ele tinha cabelo liso, curto castanho e um queixo quadrado. Pelo comprimento das pernas Pamela poderia dizer que era alto, embora estivesse sentado. Seus olhos fixos nela, entretanto. Eram de um castanho dourado que brilhavam à obscurecida luz a seu redor. Algo em seu jeito revelou sua preferência.
Cautelosamente, ela atravessou o quarto. Uma mulher afastou-se da parede e se apresentou com a cabeça curvada, mas Pamela registrou apenas que era uma mulher antes que ela se movesse. Ela queria um pênis essa noite. Um pênis muito específico. Quando chegou ao homem, ele olhou para cima e depois deixou cair o olhar de imediato. Definitivamente um submisso.
— Você está envolvido? — Ela perguntou formalmente.
— Não, senhora.
— Você gostaria de jogar?
Sua respiração prendeu e suas mãos se retorceram.
— Sim, senhora.
— Venha comigo. — Ela virou-se e se aproximou do balcão grande na entrada. Ele seguiu a uma distância respeitável, alto e silencioso.
— Você tem sua própria coleira?
Silêncio durante uma batida de coração e, em seguida,
— Não, senhora.
Não era comum encoleirar um sub pela primeira vez no jogo, mas Pamela queria a formalidade, a ilusão da posse. Apenas outra parte da fantasia. Fazia sentir menos… Casual.
Ela olhou para Dominique, que encontrou três coleiras, e as colocou para Pamela escolher. Uma delas era um colar de cachorro com pedras bonitas. Não, muito feminino. Bom para um garoto filhotinho, mas esse submisso podia ser mais que um desafio. A segunda coleira era suave e elegante. Novamente, não era realmente o seu estilo. Ou o dela, para esse assunto. A última tinha pinos no interior que iriam pressionar contra sua pele. Ela ergueu-a no balcão e virou-se para o homem.
— Esta aqui.
Ele olhou para ela e fogo cintilou em seu olhar. A protuberância em suas calças esticou. Sim, essa era a certa a escolher.
— De joelhos.
Foi um prazer vê-lo cair de joelhos. Seus músculos do ombro eram firmes e tensos. Suas costas eram atravessadas com cicatrizes brancas que indicavam que ele havia sido açoitado. Ele havia gostado? Quando sua língua saiu para lamber os lábios, ela pegou o vislumbre de um piercing na língua. Ela enrolou o colar no pescoço dele e parou.
— Antes de ajustar isso eu quero uma palavra-segura6. Se estiver muito apertado, você tem de me dizer. Se eu remover isso e achar que você não me disse que o estava machucando, eu vou puni-lo. E acredite, você não vai gostar.
Um tremor passou por ele e ele disse:
— Sim, senhora. Minha palavra-segura é “Luz Vermelha”.
assistiu enquanto sua garganta moveu-se abaixo da coleira, quando ele engoliu. Ele era sexy, submisso e fodidamente bonito. Ela apertou a coleira, e os pinos se enterraram em sua carne. Seu silvo de prazer rasgou através dela e atirou relâmpagos para sua vagina. Finalmente, ele disse “Luz vermelha”, e ela pôs o ajuste. A visão daquelas pontas afundadas na áspera superfície de sua carne, enviou um formigamento através dela. Ele era uma jóia.
— Eu não conheço você, então você vai me dizer se eu fizer algo que não é prazeroso para você. Você entendeu?
— Sim, senhora.
— Qual é seu nome?
— Christian, Senhora.
— Qual é o nome que seus Dominantes o chamam? — Perguntou ela.
— Chris, Senhora.
A maneira como ele se dirigiu a ela corretamente, a maneira como ele se ajoelhou a seus pés, a visão da coleira, a deixou selvagem com o desejo. Ela queria foder com ele, ser dona dele. Mas primeiro, tinha que seguir o procedimento correto.
— Dentro da jaula, Chris. — Ela empurrou em suas costelas com a bota e ele começou a subir. Seu pé apertou-o abaixo do lado dele e obrigou-o a recuar de volta. — Não, rasteje. — Normalmente, ela não fazia um homem rastejar. Mas alguma coisa sobre esse homem apertava seus limites, fazia querer mais.
Por um momento, ela pensou que ele poderia recusar. Seu olhar derivou-se e ele olhou para ela, mas olhou para longe após uma fração de segundos.
Oh, você acha que eu não vi isso? Eu sei o que você é. Você é um submisso que não gosta de se submeter verdadeiramente. Você vai se submeter para mim, garotão.
Ela empurrou com o pé novamente e ele rastejou pelo chão até a entrada da jaula. Ela observou-o por um momento. A maneira como ele se moveu, a forma como suas mãos e joelhos, deslizaram pelo chão em uníssono, parecia um animal selvagem, talvez uma pantera. Algo exótico e perigoso..
Continua.
Mas eu gosto é de seduzir, e não de ser seduzida. Não vou à caça dos meus homens nos lugares mais badalados, como as discotecas, festas ou na praia. Minhas presas geralmente frequentam bibliotecas, livrarias, sarais de poesia, ou se escondem com um nick suspeito na Internet.
O Gabriel eu conheci num ambiente em que eu não esperava conhecer ninguém razoavelmente interessante. Foi numa discoteca. Possivelmente levaram-no amarrado. Eu observava de longe, sentada no bar. Ele parecia ser diferente de todos os outros. Até parecia tentar agradar, mas não se encaixava no ambiente. Levaram-no para a pista, mas ele não sabia dançar, e voltou para a mesa quando notou que estaria sendo ridículo. Olhava muitas vezes para o relógio. Dois dos seus amigos voltaram para a mesa com mais duas miúdas. Beijavam-nas e apalpavam-lhes os rabos, na sua frente, e eu via que ele ficava constrangido. Três dos outros rapazes ainda estavam na pista de dança, à caça. Um deles aproximou-se de mim, e começou a jogar conversa. Qual o seu nome? Sua idade? Onde mora? Vem sempre aqui?… Ele bombardeou-me de perguntas, até dizer que eu era muito mulher e que gostaria de me dar uns beijos. “Na verdade…” – eu comecei. “Estou interessada num amigo seu.” Ele ficou parado, chocado, e quis logo perguntar qual deles. “Daqui a pouco vou até a sua mesa e te mostro.” – eu disse. Ele foi para a pista, e começou a falar com os amigos e a apontar para mim. Todos foram para a mesa. Acabei de beber o meu drink. Levantei-me e fui até lá. Sentei-me do lado do menino tímido e disse, abraçando minha mão no seu ombro: “É esse que eu quero.” Vi várias bocas abrirem na minha frente. Convidei-o para beber no balcão comigo. Ele ficou confuso, mas foi, talvez porque qualquer coisa seria melhor do que estar junto daquele montão de marmanjos, que só queriam intimidá-lo.
- Por que você me chamou aqui? – ele perguntou-me depois de um longo silêncio.
- Porque gostei de você.
- Foi meus amigos que te pediram para me pregar uma peça, não foi? Pois se foi…
- Ei… - eu interrompi. – Seus amigos não têm nada a ver com isso. Nem os conheço, nem quero conhecer. Gostei de você, e é você que eu quero.
- Mas por quê? – ele corou.
- Porque só gosto de homens tímidos.
Ele deu um gole no whisky fazendo careta. Tinha 26 anos, mas não parecia nada experiente. Todo aquele ambiente parecia contrastar com a sua postura reservada, quase acanhada. A música mudava, e só víamos pessoas a balançar a cabeça no meio da pista. Alguns já bêbados, pareciam tocar guitarras e baterias invisíveis.
- Vamos sair daqui. – eu disse-lhe.
- Para onde?
- Importa?
Levei-o para a minha casa. Sentei-me no sofá e indiquei que se sentasse, e estive a observar o seu silêncio. Descalcei as botas, brincando com os meus pés nas suas pernas. Ele parecia tremer.
- Tem medo de mim?
- Não, não é isso.
- Então é o quê?
- Na verdade… nunca imaginei que estaria com uma mulher como você.
- Então não imagina nada… Deixa acontecer…
- Não sei o que fazer.
- Não precisa… Deixa que eu faço tudo.
Sentei-me no seu colo. Tirei minha roupa de cima e fiquei com meus seios nus, bem à frente dos seus olhos. Parecia que ele estava vendo seios ao vivo pela primeira vez na vida. Peguei nas suas mãos e coloquei em cima deles, devagar.
- Vê? Pode tocar…
Ele tocava, apertava, como se experimentasse pela primeira vez, como se fosse comprovar que eles eram mesmo reais. Meus biquinhos rosados ficavam excitados, como se estivessem com frio.
- Também podes colocá-los na sua boca… - eu sugeri, já chegando os meus peitos bem perto dos seus lábios.
Ele chupou, como um bezerro desmamado. Eu tirava um seio e colocava o outro, bem devagarinho. Ele foi pegando o jeito, e chupando um enquanto acariciava o outro com a mão. Senti o seu cacete crescer, bem debaixo da minha vagina. Ela parecia ferver, de tanto desejo.
Tirei sua camisa. e encostei meus seios, rijos, quentes e molhados pela sua saliva, no seu.
- Gosta? – perguntei.
- Muito. – ele respondeu, quase a gaguejar.
Desencostei-me e saí do seu colo. Abaixei e tirei seus sapatos. Continuei de joelhos e abri o zíper da sua calça. Senti suas pernas contraírem. Deixei que ele continuasse de calça, mas coloquei o seu pau para fora. Senti que ele tinha vergonha de expor o seu membro para uma quase desconhecida, e eu disse para que não tivesse medo, pois seria muito bom. Acariciei seu pau com as minhas mãos, ágeis e delicadas.
Abandonei seu membro, e sentei bem ao seu lado no sofá, lançando-lhe um olhar sedutor, ameaçador, traiçoeiro e misterioso. Tirei a meia calça, e depois, bem devagar, fui arrancando minha calcinha. Continuei com a saia. Sentei em cima do seu pau, sem meter, apenas para que ele sentisse o calor da minha vagina. Depois virei de posição, sentando com minha bunda no seu pénis, deixando-o bem no meio da minha bunda, e deitando minhas costas no seu tronco nu. Peguei nas suas mãos e coloquei novamente nos meus seios. Comecei a rebolar por cima dele, seguindo os movimentos circulares das suas mãos. Coloquei uma das suas mãos na minha buceta, por baixo da saia, para que ele sentisse com os dedos o que sentiria com o pénis, metido dentro dela, alguns minutos depois. Enfiei um dedinho dele na minha bucetinha e ele conseguiu notar o quanto já estava molhada.
Tirei seu dedinho e levantei-me novamente. Nesse instante ele já se sentia um bonequinho, que não sabia o que eu faria a seguir. Coloquei-me de joelhos, e coloquei o seu pau na minha boca. Coloquei-o todo lá dentro, e ia subindo e descendo. Ele começou a gemer. Parei o boquete, começando a dar beijinhos no seu cacete, e a lambê-lo com a ponta da língua. Passei a língua nas laterais e depois enfiei-o todo na minha boca, novamente, num golpe de misericórdia. Levantei-me e abri o zíper da minha saia, deixando-a cair. Arranquei-lhe as calças e a cueca. Peguei um preservativo na minha bolsa, e ensinei-o a colocar. Sentei no seu colo, mirando o seu pau no meu buraquinho. Fui descendo bem devagar, de modo a sentir cada centímetro a entrar. “Vamos brincar de elevador…” – eu disse, marota. Quando eu cheguei no fundo, ele gemeu. Continuei rebolando, subindo e descendo.
- Está bom? – perguntei.
- Muito. Muito.
- O que sente?
- É quente. Húmida. Apertada.
- Gosta de me foder?
- Gosto, gosto muito. É muito bom, gostoso demais..
Suspiramos, gememos, e depois que eu gritei, ele se sentiu à vontade para gritar também. Aumentei o ritmo. Ele começou a abrir as pernas e a pular com o rabo no sofá. Joguei minhas costas para trás, apoiando minhas mãos na mesinha de centro. Ele meteu mais.
- Goza comigo… - eu disse.
- Estou quase…
- Continua… continua… continua…
Ele gozou. Senti o preservativo encher-se dentro de mim, e seu pau a latejar. Suas pernas tremiam. Ele parecia até soluçar.
- Eu… eu era virgem. – ele disse.
- Eu sei. – respondi.
Abraçamo-nos, suados, e ficamos a dar longos e demorados beijos na boca. Autorizei que se vestisse e disse que já poderia ir embora, mas, quem saía por aquela porta, agora, não era o mesmo homem que entrou.